quinta-feira, 12 de abril de 2018

Prioridade máxima

(Republicado por incorreção) Tolerância zero. Muito se tem escrito sobre os últimos acontecimentos políticos no Brasil. Opiniões acaloradas, apaixonadas, às vezes contundentes e até mesmo caluniosas. Temos assistido em todos os quadrantes do país comentários de juristas, jornalistas, cientistas, professores, lideranças políticas, denunciando as barbáries e atos criminosos praticados pelos governantes e empresários. Cada qual puxando a brasa para sua sardinha. O mais revoltante e que causa mais indignação é que mesmo com a ação permanente e vigilante do ministério público os gestores públicos insistem em fraudar, corromper, subverter a ordem, e se locupletarem do erário na busca insaciável de enriquecimento ilícito. Todos os dias os noticiários da mídia anunciam levas de pessoas acusadas em flagrante delito. O crime banalizou-se em todas as esferas indistintamente. A corrupção como uma patologia sistêmica, uma endemia, alastrou-se nas bases de sustentação dos poderes da república sem exceção. Já não se salva, Legisladores, Executivos, Religiosos, Profissionais liberais, Militares. Em qualquer organização social ou política está infectado o vírus da corrupção. Agora virou sanatório geral. É tudo um caldeirão efervescente de um putrefato lixo social. Por outro lado viver em sociedade é uma aventura perigosa. O cidadão de bem se expõe diariamente a uma selvageria urbana onde preponderam os atos de latrocínios e homicídios que lhes roubam a paz e implanta o medo coletivo. A Lei em vigor é a lei do mais forte. O Estado de Direito é pura ficção prevalece e predomina as facções do crime organizado. Viver é perigoso. As autoridades ora por despreparo, ora por escassez de recursos humanos e materiais permanecem pusilânimes e incapazes de enfrentar os problemas de frente. Não escrevo nem é minha intenção instigar o desespero. Mas estabelecer um nível correto de prioridade. A sociedade reclama inúmeros problemas nas áreas de saúde pública, de segurança, de educação, de mobilidade e desemprego. Todas elas são da máxima importância para o desenvolvimento do País e bem estar do seu Povo. Todavia diante do que se tem assistido é preciso uma ação segura e firme assumindo de uma vez por todas que o maior problema social que se enfrenta no momento é o da segurança pública. Dai a necessidade indiscutível e inarredável de considera-la prioridade máxima canalizando todos os recursos possíveis materiais e financeiros para tranquilidade de todos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

PRIORIDADE ZERO

Muito se tem escrito sobre os últimos acontecimentos políticos no Brasil. Opiniões acaloradas, apaixonadas, às vezes contundentes e até mesmo caluniosas. Temos assistido em todos os quadrantes do país comentários de juristas, jornalistas, cientistas, professores, lideranças políticas, denunciando as barbáries e atos criminosos praticados pelos governantes e empresários. Cada qual puxando a brasa para sua sardinha. O mais revoltante e que causa mais indignação é que mesmo com a ação permanente e vigilante do ministério público os gestores públicos insistem em fraudar, corromper, subverter a ordem, e se locupletarem do erário na busca insaciável de enriquecimento ilícito. Todos os dias os noticiários da mídia anunciam levas de pessoas acusadas em flagrante delito. O crime banalizou-se em todas as esferas indistintamente. A corrupção como uma patologia sistêmica, uma endemia, alastrou-se nas bases de sustentação dos poderes da república sem exceção. Já não se salva, Legisladores, Executivos, Religiosos, Profissionais liberais, Militares. Em qualquer organização social ou política está infectado o vírus da corrupção. Agora virou sanatório geral. É tudo um caldeirão efervescente de um putrefato lixo social. Por outro lado viver em sociedade é uma aventura perigosa. O cidadão de bem se expõe diariamente a uma selvageria urbana onde preponderam os atos de latrocínios e homicídios que lhes roubam a paz e implanta o medo coletivo. A Lei em vigor é a lei do mais forte. O Estado de Direito é pura ficção prevalece e predomina as facções do crime organizado. Viver é perigoso. As autoridades ora por despreparo, ora por escassez de recursos humanos e materiais permanecem pusilânimes e incapazes de enfrentar os problemas de frente. Não escrevo nem é minha intenção instigar o desespero. Mas estabelecer um nível correto de prioridade. A sociedade reclama inúmeros problemas nas áreas de saúde pública, de segurança, de educação, de mobilidade e desemprego. Todas elas são da máxima importância para o desenvolvimento do País e bem estar do seu Povo. Todavia diante do que se tem assistido é preciso uma ação segura e firme assumindo de uma vez por todas que o maior problema social que se enfrenta no momento é o da segurança pública. Dai a necessidade indiscutível e inarredável de considera-la prioridade zero canalizando todos os recursos possíveis materiais e financeiros para tranquilidade de todos.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

BIA -Uma luta com destemor

O atual cenário socioeconômico brasileiro evidencia um elevado nível de desemprego. O número de desempregados em 2018, segundo o IBGE ultrapassa doze milhões de indivíduos da população em idade economicamente ativa. Qualquer oportunidade de emprego oferecida no mercado de trabalho é rapidamente cobiçada por legiões de jovens em qualquer modalidade quer seja na indústria, comercio, no setor primário ou no serviço público e resulta em filas quilométricas de candidatos. Este ano o Governo Federal houve realizar um concurso público objetivando o recrutamento de 20 profissionais para o cargo de Defensor Público Federal. A defensoria Pública presta assistência jurídica às pessoas necessitadas. Inscreveram-se 150.000 jovens de todos os quadrantes do País. Após a primeira fase da seleção habilitaram-se 15.000 candidatos para arguição feita em Brasília/DF (prova oral). São 4 bancas, que ficam em 4 salas no local de prova onde cada candidato é arguido e tem 10 minutos para responder a duas ou três perguntas que lhe são feitas. Minha sobrinha Beatriz, para orgulho dos seus pais e familiares, foi uma dessas candidatas e logrou êxito em todas as etapas sendo aprovada num concurso tão disputado para exercer uma nobre e gratificante carreira. Parabéns Bia! Você nos orgulha. A exemplo dos seus irmãos, com seu talento, você vai galgando por merecimento seu lugar ao sol. 26/02/2018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

RECLUSÃO DE 386 ANOS

386 anos de reclusão Navegando na Internet estou vejo a manchete: MPF quer pena de 386 anos de prisão para Eduardo Cunha. Pergunta: Na prática qual a eficácia de uma pena de 386 anos de reclusão? Que será que passa nas cabeças de um promotor de justiça ao solicitar e de um Juiz ao sentenciar uma pena com essa magnitude? Cabe a resposta em muitas explicações: Coisas da Justiça, história da carochinha, tema para um samba do crioulo doido, brincadeira de mau gosto tripudiando sobre a inteligência e a paciência do povo. Eduardo Cunha nasceu em 29 de setembro de 1958, portanto está com 59 anos e no final da pena estará com 444 anos. Não ele, bem entendido, mas seus restos mortais, cinza ou ossos a espera do alvará de soltura.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

QUOUSQUE TANDEM

Vergonha, traição, mentiras, engodo, prevaricação, corrupção, roubo, propina, cartel, quadrilha, falsidade, lama, cobiça, eis a Pátria ultrajada. Toda sociedade perplexa com uma traição praticada justamente por aqueles que juraram solenemente defenderem seus legítimos interesses. O Congresso Nacional sangra numa UTI, ferido fulminantemente pela vergonhosa conduta de seus membros. O Poder republicano fragilizado, ultimando-se e agonizante, refugia-se nos delírios pueris e na retórica enganosa de seus arautos. Na planície, carpideiras choram lágrimas de sangue enquanto o povo atordoado procura enxergar a menor chama da esperança. A representação política esquartejada, com fraturas expostas. Odores putrefatos e vísceras gangrenadas poluem os salões palacianos. Quosque tandem abutere Catilina patientia nostra?

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O ARTESÃO DO CARIRI

SEBASTIÃO MATIAS Uma sombrinha de praia desbotada, uma pequena mesa tosca de metal protegendo alguns toros de imburana bruta e seca encimada por diversas esculturas talhadas na madeira compõem o atelier e a moradia de Sebastião Matias. Ali naquele arremedo de habitação vive com a mulher Maria. Quem é Sebastião Matias? Sebastião Matias é um escultor de muito talento, um autodidata da escultura em madeira. Filho dos Agricultores Manuel José Cordeiro e Francisca Matias, nasceu no sítio Capim Grosso, no município de Itaporanga, no dia 19 de agosto de 1950. Escolaridade? Responde com certo desdém: Nunca freqüentei uma escola. Sabe apenas assinar o nome, o suficiente para tirar o título de eleitor. De comportamento nômade morou em várias cidades do Sertão e do Cariri, Patos, Juazeiro de Padre Cícero, Campina Grande, Juazeirinho e agora em João Pessoa. A primeira infância se passou no sítio onde nasceu e aos 10 anos descobriu que tinha pendores para a arte de talhar a madeira. É diabético, canhoto e tem uma perna amputada. Como aconteceu? pergunto com certo receio. Descuido. Me descuidei e aconteceu, tive que amputar quando eu tinha 54 anos. Hoje estou com 58 anos sou católico, temente a Deus e espero pouca coisa na vida, pelo menos uma casa para morar. Sou casado há 20 anos com essa mesma mulher Maria. Com ela tenho dois filhos, Danilo e Sebastião. Sebastião (filho) está começando a trabalhar a madeira, leva jeito. Esse cavalo marinho é dele, o golfinho é dele, o tubarão é dele, essa mãozinha segurando o coração é dele. Aponta as peças expostas sobre a mesa junto com outras de suas produções. Sebastião (filho) se encanta com os seres vivos e natureza, eu exploro mais as formas curvas dos corpos humanos e imagens do santos. Danilo não quer saber de nada. Está na escola, por enquanto, também tem só 13 anos. A quem quiser seguir esta profissão eu diria que precisa ter muita perseverança e se conscientizar que não vai trilhar uma estrada de rosas, mas vai encontrar muitos espinhos e experimentar muitas dificuldades. No fundo no fundo compensa quando vejo a obra concluída e sendo objeto de admiração. Não tenho pretensão de divulgar nenhuma mensagem em minhas obras nem seguir nem fazer escola, vou esculpindo e improvisando. Não projeto minhas peças, vou entalhando a madeira de acordo com o que ela sugere no seu estado natural e só Deus sabe o que vai ser no final. Não sei precisar até hoje quantas peças talhei. Sei que foram muitas, milhares. Sempre uso a imburana que me é fornecida por um amigo de Juazeirinho. Acho melhor de trabalhar. Em média levo uma semana para talhar uma peça de tamanho médio como esta – aponta uma pequena estatueta de aproximadamente 30 cm de altura e pouca complexidade espacial. Muitas delas estão no Japão, na Alemanha, na França e em Portugal. Meus maiores clientes são estrangeiros. A maior que produzi foi comprada por Burity e está exposta no Mercado de Artesanato, em Tambaú, custou 6.000 cruzeiros. A segunda peça de maior valor quem comprou foi um francês que a levou para Paris custou 4.000 cruzeiros. Não recebi ajuda nenhuma de nenhum governo. Até hoje não tenho uma casa para morar. O Governador Cássio tem demonstrado que quer ajudar aos artistas da terra, mas parece que certas pessoas ao seu redor não apresentam a mesma vontade a não ser sua mulher D. Silvia que tem dado muita atenção aos artesãos. Acho ruim por que ele está recebendo muita pressão do outro que foi governador. Acho que é inveja e não querem que ele trabalhe direito do jeito que ele sabe e cresça como merece. Gostaria muito de poder um dia conversar com ele (Cássio) e dizer isso e também pra ver se eu consigo uma casinha aqui em João Pessoa, ali no Renascer, quem sabe??!! Sebastião protagoniza a história de muitos artesãos paraibanos que esbanjam talento, mas vivem no anonimato a espera de uma oportunidade.

domingo, 26 de novembro de 2017

O homem e a máquina

Acabo de ver pelo NETFLIX “O homem e a máquina” um documentário sobre Steve Paul Jobs, o “cérebro” da Apple. A narrativa foca a determinação, a inteligência e perspicácia do inventor, empresário e magnata. Jobs criou uma das maiores empresas do século a Apple. A sociedade americana ufanava-se incondicionalmente da Apple e seus produtos. Mesmo assim o documentário desnuda o lado negro da relação capital e trabalho existente naquela empresa. Todos os produtos da Apple eram feitos na China. Os empregados dos seus fornecedores eram submetidos a regimes austeros de produção com baixos salários e condições discutíveis de salubridade. Os solventes usados nas telas da Apple eram eficazes, porém perigosos, pois causavam lesões nervosas que levam a fraqueza e perda de sensibilidade dos artífices. Na China sabe-se que o cobre, o cromo e outros metais pesados saturam o escoamento dos cursos de águas locais e os níveis de substância químicas são tão altos que as estações de tratamento de esgoto não conseguem limpar a água. A Foxconn a maior fornecedora da Apple registrou em dois anos 18 suicídios o que induziu essa empresa a instalar redes para pegar pessoas que se jogassem. O documentário enfatizou a enorme margem de lucro da Apple. Para cada iPhone 4 a Apple ganhava 300 dólares e pagava a mão de obra chinesa 12 dólares por aparelho o que demonstra a relação de brutal desequilíbrio entre o capital e o trabalho. Steve repetia frequentemente que o mais importante não eram os lucros auferidos nas transações da sua empresa, mas, sobretudo o que poderia ser feito para melhorar a vida das pessoas. Realmente os produtos da Apple indiscutivelmente propiciaram e ainda continuam auferindo benefícios extraordinários a toda população do planeta. Paira, entretanto uma interrogação quanto aos custos sociais e ambientais desses benefícios.