domingo, 24 de junho de 2018

São João 2018

Do terraço do bangalô 6 no Condomínio Riserva Alhandra, longe dos celulares e da Internet, me debruço acalentado por um mundo sem poluição e assisto absorto um espetáculo arrebatador. No firmamento abrem-se as cortinas e vislumbra-se um cenário encantador. Algumas nuvens claras como chumaços de algodão outras escuras desfilam vagarosamente sobre uma abóbada azul celeste. Há um silêncio sepulcral apenas quebrado, vez por outra, pelo canto dos sabiás, o coaxar dos sapos e o cricri dos grilos. A natureza reinando exuberantemente bela. Ao fundo o espelho d’água da barragem Gramame-Mamboaba com a sangria dando os primeiros sinais de vida como se fosse um enorme lençol branco estendido sobre o perfil Creager do seu sangradouro. No entorno as folhagens murmurando os acordes de uma sinfonia lúdica Um convite irrecusável à contemplação. O sol ocupa seu lugar irradiando calor afugentando o frio e a brisa doce do ambiente silvestre. No interior do xale nossas mulheres exibem suas qualidades culinárias no preparo de uma fava verdinha para o almoço. Extasiado corro célere para uma chuveirada revigorante no jardim e encerro o expediente matinal com uma dose calibrada de Chivas Regal 12 anos (on the rocks).

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Começo, meio e fim

A história da humanidade se desenvolve célere e inexoravelmente em obediência a uma lei universal: Tudo tem princípio meio e fim. Nada é para sempre. A civilização tem experimentado um número fantástico de transformações desde os primatas a mais de 80 milhões de anos até os nossos dias. Durante esse lapso de tempo o homem, principal representante da espécie, na cadeia biológica, agrupou-se em sociedades que sofrem permanentes mutações. A convivência em grupos exigiu o estabelecimento de pactos sociais. Cientificamente evoluiu alcançando êxitos inimagináveis. Desde a invenção da roda ao desbravamento do universo e a clonagem de seres vivos querendo imitar Deus. Paradoxalmente a cada avanço científico, em cada geração, observam-se mudanças no comportamento social. Isto ocorre nas relações entre as pessoas, nos conceitos de certo e errado, na ideologia de gênero, nas religiões. Antes o que era tido com reprovação é permitido hoje se restrições. Os conceitos de honra, de fraternidade, de família, deram lugar para a lei do mais forte e da vantagem. Sem dúvidas caminha-se implacavelmente para a degeneração da raça humana ratificando a lei universal do começo, meio e fim. Caminha-se implacavelmente para o caos.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Prioridade máxima

(Republicado por incorreção) Tolerância zero. Muito se tem escrito sobre os últimos acontecimentos políticos no Brasil. Opiniões acaloradas, apaixonadas, às vezes contundentes e até mesmo caluniosas. Temos assistido em todos os quadrantes do país comentários de juristas, jornalistas, cientistas, professores, lideranças políticas, denunciando as barbáries e atos criminosos praticados pelos governantes e empresários. Cada qual puxando a brasa para sua sardinha. O mais revoltante e que causa mais indignação é que mesmo com a ação permanente e vigilante do ministério público os gestores públicos insistem em fraudar, corromper, subverter a ordem, e se locupletarem do erário na busca insaciável de enriquecimento ilícito. Todos os dias os noticiários da mídia anunciam levas de pessoas acusadas em flagrante delito. O crime banalizou-se em todas as esferas indistintamente. A corrupção como uma patologia sistêmica, uma endemia, alastrou-se nas bases de sustentação dos poderes da república sem exceção. Já não se salva, Legisladores, Executivos, Religiosos, Profissionais liberais, Militares. Em qualquer organização social ou política está infectado o vírus da corrupção. Agora virou sanatório geral. É tudo um caldeirão efervescente de um putrefato lixo social. Por outro lado viver em sociedade é uma aventura perigosa. O cidadão de bem se expõe diariamente a uma selvageria urbana onde preponderam os atos de latrocínios e homicídios que lhes roubam a paz e implanta o medo coletivo. A Lei em vigor é a lei do mais forte. O Estado de Direito é pura ficção prevalece e predomina as facções do crime organizado. Viver é perigoso. As autoridades ora por despreparo, ora por escassez de recursos humanos e materiais permanecem pusilânimes e incapazes de enfrentar os problemas de frente. Não escrevo nem é minha intenção instigar o desespero. Mas estabelecer um nível correto de prioridade. A sociedade reclama inúmeros problemas nas áreas de saúde pública, de segurança, de educação, de mobilidade e desemprego. Todas elas são da máxima importância para o desenvolvimento do País e bem estar do seu Povo. Todavia diante do que se tem assistido é preciso uma ação segura e firme assumindo de uma vez por todas que o maior problema social que se enfrenta no momento é o da segurança pública. Dai a necessidade indiscutível e inarredável de considera-la prioridade máxima canalizando todos os recursos possíveis materiais e financeiros para tranquilidade de todos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

PRIORIDADE ZERO

Muito se tem escrito sobre os últimos acontecimentos políticos no Brasil. Opiniões acaloradas, apaixonadas, às vezes contundentes e até mesmo caluniosas. Temos assistido em todos os quadrantes do país comentários de juristas, jornalistas, cientistas, professores, lideranças políticas, denunciando as barbáries e atos criminosos praticados pelos governantes e empresários. Cada qual puxando a brasa para sua sardinha. O mais revoltante e que causa mais indignação é que mesmo com a ação permanente e vigilante do ministério público os gestores públicos insistem em fraudar, corromper, subverter a ordem, e se locupletarem do erário na busca insaciável de enriquecimento ilícito. Todos os dias os noticiários da mídia anunciam levas de pessoas acusadas em flagrante delito. O crime banalizou-se em todas as esferas indistintamente. A corrupção como uma patologia sistêmica, uma endemia, alastrou-se nas bases de sustentação dos poderes da república sem exceção. Já não se salva, Legisladores, Executivos, Religiosos, Profissionais liberais, Militares. Em qualquer organização social ou política está infectado o vírus da corrupção. Agora virou sanatório geral. É tudo um caldeirão efervescente de um putrefato lixo social. Por outro lado viver em sociedade é uma aventura perigosa. O cidadão de bem se expõe diariamente a uma selvageria urbana onde preponderam os atos de latrocínios e homicídios que lhes roubam a paz e implanta o medo coletivo. A Lei em vigor é a lei do mais forte. O Estado de Direito é pura ficção prevalece e predomina as facções do crime organizado. Viver é perigoso. As autoridades ora por despreparo, ora por escassez de recursos humanos e materiais permanecem pusilânimes e incapazes de enfrentar os problemas de frente. Não escrevo nem é minha intenção instigar o desespero. Mas estabelecer um nível correto de prioridade. A sociedade reclama inúmeros problemas nas áreas de saúde pública, de segurança, de educação, de mobilidade e desemprego. Todas elas são da máxima importância para o desenvolvimento do País e bem estar do seu Povo. Todavia diante do que se tem assistido é preciso uma ação segura e firme assumindo de uma vez por todas que o maior problema social que se enfrenta no momento é o da segurança pública. Dai a necessidade indiscutível e inarredável de considera-la prioridade zero canalizando todos os recursos possíveis materiais e financeiros para tranquilidade de todos.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

BIA -Uma luta com destemor

O atual cenário socioeconômico brasileiro evidencia um elevado nível de desemprego. O número de desempregados em 2018, segundo o IBGE ultrapassa doze milhões de indivíduos da população em idade economicamente ativa. Qualquer oportunidade de emprego oferecida no mercado de trabalho é rapidamente cobiçada por legiões de jovens em qualquer modalidade quer seja na indústria, comercio, no setor primário ou no serviço público e resulta em filas quilométricas de candidatos. Este ano o Governo Federal houve realizar um concurso público objetivando o recrutamento de 20 profissionais para o cargo de Defensor Público Federal. A defensoria Pública presta assistência jurídica às pessoas necessitadas. Inscreveram-se 150.000 jovens de todos os quadrantes do País. Após a primeira fase da seleção habilitaram-se 15.000 candidatos para arguição feita em Brasília/DF (prova oral). São 4 bancas, que ficam em 4 salas no local de prova onde cada candidato é arguido e tem 10 minutos para responder a duas ou três perguntas que lhe são feitas. Minha sobrinha Beatriz, para orgulho dos seus pais e familiares, foi uma dessas candidatas e logrou êxito em todas as etapas sendo aprovada num concurso tão disputado para exercer uma nobre e gratificante carreira. Parabéns Bia! Você nos orgulha. A exemplo dos seus irmãos, com seu talento, você vai galgando por merecimento seu lugar ao sol. 26/02/2018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

RECLUSÃO DE 386 ANOS

386 anos de reclusão Navegando na Internet estou vejo a manchete: MPF quer pena de 386 anos de prisão para Eduardo Cunha. Pergunta: Na prática qual a eficácia de uma pena de 386 anos de reclusão? Que será que passa nas cabeças de um promotor de justiça ao solicitar e de um Juiz ao sentenciar uma pena com essa magnitude? Cabe a resposta em muitas explicações: Coisas da Justiça, história da carochinha, tema para um samba do crioulo doido, brincadeira de mau gosto tripudiando sobre a inteligência e a paciência do povo. Eduardo Cunha nasceu em 29 de setembro de 1958, portanto está com 59 anos e no final da pena estará com 444 anos. Não ele, bem entendido, mas seus restos mortais, cinza ou ossos a espera do alvará de soltura.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

QUOUSQUE TANDEM

Vergonha, traição, mentiras, engodo, prevaricação, corrupção, roubo, propina, cartel, quadrilha, falsidade, lama, cobiça, eis a Pátria ultrajada. Toda sociedade perplexa com uma traição praticada justamente por aqueles que juraram solenemente defenderem seus legítimos interesses. O Congresso Nacional sangra numa UTI, ferido fulminantemente pela vergonhosa conduta de seus membros. O Poder republicano fragilizado, ultimando-se e agonizante, refugia-se nos delírios pueris e na retórica enganosa de seus arautos. Na planície, carpideiras choram lágrimas de sangue enquanto o povo atordoado procura enxergar a menor chama da esperança. A representação política esquartejada, com fraturas expostas. Odores putrefatos e vísceras gangrenadas poluem os salões palacianos. Quosque tandem abutere Catilina patientia nostra?