sábado, 24 de agosto de 2019
Transposição do Rio S. Francisco – E AGORA?
A convite do amigo George Cunha, Presidente da Academia Paraibana de Engenharia, assisti ontem (20/08/19) a uma excelente palestra proferida pelo Engenheiro Rômulo de Macedo Vieira, referência nacional em assuntos de Transposição do Rio São Francisco.
Vivi duas felizes ocorrências primeiro a oportunidade de reencontrar-me com colegas que há muitos anos não via a exemplo de Neuzinha Martins, Orlando Galiza e Chico Chaves, segundo a palestra em si que foi uma verdadeira aula, um retrato falado da complexidade deste projeto tão decantado e tão desejado pelo que ele representa em termos de desenvolvimento econômico, para a região nordestina.
O foco principal da palestra foi a identificação do que falta ser providenciado e executado para conclusão do projeto como um todo.
O palestrante discorreu, com maestria e convencimento, um rosário de providências necessárias ao pleno funcionamento do projeto e que até agora não foram sequer iniciadas. São pendências que, com auxílio da tecnologia e recursos financeiros, se resolvem num lapso de tempo. Sob seu julgamento esses itens deverão estar satisfeitos, sobretudo pela vertente burocrática, até o ano 2026. Entretanto em minha opinião há um gargalo, um obstáculo muito preocupante e de difícil solução quanto à operação do sistema.
Trata-se de uma questão subjetiva na hora da onça beber água. Ou seja, a conciliação de interesses e conflitos entre os estados participantes: Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.
Quem e como se definirá o remanejamento das bacias e quem paga a conta.
Ocorreu-me uma ideia que, aliás, despretensiosamente sugeri num breve aparte ao conferencista. Poder-se-ia criar uma entidade sem vínculo com a União, os Estados e o Município, talvez um conselho gestor superior e isento instituído único exclusivamente para gerir esses conflitos. Caso contrário resta administrar a ganância de uns e dos outros.
sábado, 10 de agosto de 2019
NEGLIGÊNCIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Vez por outra se noticia a ocorrência de desabamento de prédios nas diversas cidades brasileiras.
Alguns desses desastres poderiam ter sido evitados caso houvesse uma fiscalização mais rigorosa de sua construção.
Em fevereiro de 1988 0 Edifício Palace II, no Rio de Janeiro desmoronou destruindo 44 apartamentos. Um dos pilares do prédio estava danificado. Oito pessoas morreram soterradas e 150 ficaram desabrigadas.
Ainda no Rio, em Janeiro de 2013, o edifício Liberdade desabou matando 22 pessoas. Obras realizadas no 9º andar provocaram o desastre, pois 4 das 8 paredes derrubadas eram estruturais e responsáveis pela sustentação do peso da construção.
Em Janeiro de 2011, em Belém do Para o Edifício Real Class de 35 andares desabou deixando um saldo de 20 vítimas.
Mês passado aqui em João Pessoa, na Rua D. Moisés Coelho desabou um prédio de cinco andares complemento da clínica Medical Dias. Felizmente não houve vítimas, pois o acidente ocorreu às 22:00h e o vigia, para sua sorte, estava ausente.
Acidentes e desastres na construção civil quando ocorrem provocam consequências desastrosas ceifando vidas e volumosos prejuízos materiais.
Por que ocorrem desabamentos na construção civil?
Os erros técnicos que geram acidentes na construção civil têm origens diversas.
Podem ser de projeto (erros de cálculo nos projetos estruturais das fundações, pilares e vigas).
Nas técnicas de construção, (Desobediência às normas técnicas, negligências na investigação da taxa de trabalho do terreno escolhido para determinar a capacidade de suporte do solo para suportar as cargas da construção).
Vícios de construção (erros na execução da obra), utilização de materiais de qualidade questionável.
Ao se constatar quaisquer indícios de irregularidade numa construção é imperioso providenciar um laudo técnico com a maior urgência para determinação de sua(s) causa(s). Quanto mais rápido seja identificado a origem de uma anomalia maior a possibilidade de se evitar um desastre.
Na construção civil não é tolerável negligências posto que envolve a segurança física de pessoas humanas.
sábado, 3 de agosto de 2019
O substituto do Capeta.
No início do século XXI constatou-se um fenômeno inacreditável nas profundezas do inferno.
Lúcifer, após milhões de milênios e milênios de existência começou a apresentar alguns sintomas que o deixaram profundamente preocupado.
Sentia-se cansado e reclamava da memória. Estava acometido do mal de Alzheimer e apresentava sensíveis sintomas de Parkinson. Sua mobilidade profundamente reduzida, as asas pesadas, a vista turva e a audição comprometida.
Diante desse quadro tomou uma decisão importante: deveria preparar e escolher um substituto.
Para isso solicitou a realização de uma sessão extraordinária do Conselho de Demônios - CODEM para lhe assessorar na escolha do seu sucessor.
Uma tarde morna e sombria ouviu-se um estrondo ensurdecedor e um clarão alaranjado invadiu os quatro cantos do inferno. Era Satã chegando irradiando uma lufada de ar quente. Seu semblante era medonho. O olhar aterrorizante, asas de morcego, pés de bode e olhos de fogo. Montava uma biga, na realidade uma enorme bola de fogo, puxada por Cérbero, o cão de três cabeças guardião da porta de entrada do inferno e ordenou que lhe abrissem os portões. Lúcifer já era esperado pelos outros demônios. Depois de cuspir enormes labaredas o anticristo abriu os trabalhos comunicando sua preocupação quanto ao seu estado de saúde.
- As forças do mal estão me abandonando. Minha memória já não é a mesma. Desconfio que minha consciência logo me trairá forçando-me a fazer o bem.
Urge que eu encontre alguém para me substituir o quanto antes. Alguém que possua as qualidades exigidas para o importante cargo e esteja adequadamente preparado para a função. Por isso convoquei esse CODEM para que me ajude a escolher meu sucessor. Enquanto falava vomitava nuvens de fogo e ovos putrefatos de ratazanas.
Um dos conselheiros comentou:
- Vossa mercê há de convir, como diria Darwin, que o mundo vive em permanente expansão em todas as direções e está muito mais sofisticado que nos tempos de Moisés e Abraão. Hoje existe a Internet, a TV, o celular e o PT. Portanto é preciso que o escolhido esteja muito bem preparado para lidar com toda essa parafernália. Por isso sugiro que antes da escolha os candidatos em potencial sejam treinados realizando um estágio numa organização conceituada e bem qualificada.
- Muito sensato! Bem pensado! Concordou Satã.
- E qual seria essa Organização?
O demônio interlocutor sem pestanejar sugeriu:
- Ao redor do mundo existem vários centros de ensino que bem poderiam se prestar a essa tarefa, porém destaco um em particular que por suas características são exemplos de excelência para treinamento de nossos candidatos. Refiro-me ao Congresso Nacional situado em Brasília, capital do Brasil, um próspero país da América do Sul. Esse órgão é um sistema bicameral ricamente equipado com maracutaias de última geração e a mais moderna tecnologia a serviço da corrupção. Poderemos enviar nossos querubins – anjos do mal - ao convívio dos seres vivos e travesti-los em deputado federal ou senador. Depois de quatro anos de aprendizagem escolheríamos o melhor à sucessão de vossa mercê.
A demoníaca propositura foi aprovada por aclamação. Os capetas vieram e estão em treinamento no planalto central.
Yo no creo en brujas pero que las hay las hay.
O Diabo do Beco do Zumbi
Quem se aventurasse nas noitadas de orgia frequentemente encontrava aquele personagem sinistro esguio e solitário.
Um visual imutável, sempre o mesmo terno branco, as unhas pintadas, os cabelos pretos como a graúna untados e impecavelmente penteados, sapatos de bico fino pretos e bem lustrados. Não tinha amigos e era arredio aos cortejos. Furtivo aos assédios nunca foi visto em companhia masculina ou feminina. Tornara-se uma figura misteriosa e folclórica. Poderia ser encontrado em algum bordel todas as noites.
Numa noite escura de inverno encontrei-o macambúzio apoiando-se num poste sob um lampião no Beco do Zumbi.
Vendo aquele quadro desolador com receio resolvi fazer um contato.
Foi uma conversa monossilábica e entrecortada com hiatos prolongados.
Confessou que na realidade era um anjo caído. Lamentava-se da má sorte e que seus poderes foram cerceados e banidos. Já não conseguia aterrorizar mais ninguém. Estava renegado a um plano inferior. Quando muito conseguia alguma matreirice em festinhas infantis.
Antes temido e pérfido, astuto e encantador, sabia insinuar-se entre os homens e mulheres, através dos sentidos, da fantasia, da concupiscência e da lógica utopista. Hoje era um saco de vento, um zero à esquerda. Morava ali no Beco do Zumbi nº 666 e possuia muitas identidades:Asmodeu , Azazel, Belzebu, Cadreel , Mastema , Mefistófeles, Abramalech, Astaroth - Baalberith - Belial - Nergal - Pazuzu - Ahriman. Apollyon - Baphomet e Beherit .
Expressava-se fluentemente em qualquer idioma, mas não conseguia estabelecer um relacionamento.
Sentia-se impotente e não sabia como enfrentar o desolamento. Só lhe restava a aposentadoria compulsória.
Resolveu procurar um psicanalista e após inúmeras sessões finalmente encontrou um lenitivo, um subterfúgio que ardilosamente o colocou na carreira política e hoje completamente revigorado realiza suas peripécias diabólicas no Congresso Nacional, em Brasília.
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Oração ao molusco tetra dactilo.
Oh! Desditoso molusco!
Dei-te régua e compasso para que projetásseis e construísseis a liberdade de um povo.
E o que fizestes?
A régua transformastes numa palmatória para instigar a dor e o sofrimento, mantendo o povo sob o jugo do engodo e da mentira.
O compasso transformastes num instrumento maligno uma chave mestra para usurpar o bem popular acumulando fraudulentamente uma riqueza forjada no saque à economia popular.
No afã de se manter no poder enveredastes em práticas delituosas com uma fome e sede insaciáveis.
Oh! Desditoso molusco! Quantos males provocastes.
Quantas crianças deixastes órfãs e com fome.
Quantos idosos deixastes desabrigados.
Quantos doentes deixastes desassistidos nos leitos dos hospitais.
Quantas escolas e quantos hospitais foram impedidos de serem construídos em razão dos atos ilícitos perpetrados por tua súcia, astutos obreiros da corrupção.
Oh! Desventurado molusco! Tua sagacidade foi impar, mas não o suficiente para te apontar que as maliciosas astúcias por ti imaginadas teriam um fim efêmero e melancólico.
Oh! Molusco! Plantastes uma semente doente por isso deves colher o amargo fruto.
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Em quem votar
Voto num pinto molhado
Num café frio refogado
Sem ter um pingo de açúcar
Voto na nêga maluca
Que ontem vi na TV
SÓ NÃO VOTO NO PT!
Até num cabo de enxada
Ou numa unha encravada
Que não pare de doer
Numa melancia podre
Achada em beira de estrada
Que não se deve comer
SÓ NÃO VOTO NO PT!
Voto no raio da silibrina
Numa casca de ferida
Untada com margarina
E no Saci Pererê
SÓ NÃO VOTO NO PT!
Numa panela furada
Ou num tumor espremido
Que não para de escorrer
SÓ NÃO VOTO NO PT!
Num saco de fruta podre
Cheinho de tapurus
Voto num gato pulguento
Ou mesmo até no capeta
E sem ter nada a temer
Voto sem fazer careta
SÓ NÃO VOTO NO PT!
domingo, 16 de setembro de 2018
Um futuro incerto
O que virá após o segundo turno das eleições de 2018?
Nunca uma eleição presidencial foi tão complicada e conturbada quanto a que estamos vivenciando.
A depender do candidato vitorioso pode-se conjecturar alguns cenários.
Um resultado conservador nos conduzirá para um clima político-administrativo semelhante aos historicamente experimentados nas últimas décadas.
Por outro lado a ascensão de um grupo extremista de direita ou de esquerda poderá provocar um ambiente de turbulências, nuvens negras, terreno encharcado, que ameaçam as instituições e a estabilidade politica e financeira do País.
Já se faz ouvir pronunciamento de segmentos das forças armadas demonstrando preocupação com esses maus augúrios.
Infelizmente o perfil dos candidatos concorrentes não reúne os atributos e qualidades que se exige de um líder político. Alguém que seja capaz de congregar as forças políticas da nação na direção de um consenso objetivando o desenvolvimento politico, econômico e social do País.
Por essas razões nunca foi tão importante, na história desta república, saber escolher em quem votar.
Navegar em mar tranquilo ou enfrentar tempestades é uma opção do eleitor.
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
O atentado
Toda Nação brasileira consternada com o lamentável episódio vitimando o Deputado Jair Bolsonaro candidato a Presidente da República pelo Partido Social Liberal (PSL).
Na tarde da última quinta-feira dia 06 de setembro ao realizar um ato de campanha (corpo a corpo) na Região do Parque Halfeld, na cidade mineira de Juiz de Fora o candidato Jair Bolsonaro foi agredido fisicamente por um circunstante.
O suspeito autor do atentado foi identificado pela PM como Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos de idade.
Adélio utilizando uma faca peixeira investiu contra Bolsonaro desferindo uma facada na região abdominal. Na ação o intestino grosso foi transfixado pela faca e houve três lesões no intestino delgado. A facada atingiu ainda uma veia do abdômen.
O advogado de Adélio, Pedro Augusto Lima Possa, disse que seu cliente assumiu a autoria do atentado, e que ele agiu por "motivações religiosas, de cunho político". "Ele não tinha intenção de matar, em momento algum. Era só de lesionar", disse Possa.
A mim causou indignação o argumento arquitetado pelo advogado de defesa de Adélio de que o agressor “Não tinha intenção de matar. Era só de lesionar”.
Dr. Pedro Augusto não subestime nossa inteligência. Como pode uma pessoa investir contra outra se utilizando de uma faca peixeira enorme desfechando-lhe um golpe profundo no abdômen calculado em doze centímetros atingindo órgãos vitais? É querer só lesionar, um leve roçar para fazer “cosquinha”?
Por outro lado será que motivação religiosa, de cunho político, constitui um embasamento legal para a prática de homicídios? Claro que não.
O que ocorreu foi um ato de barbárie, um gesto primitivo tresloucado, uma ação de afronta à democracia.
Espera-se que a Justiça se faça com celeridade e em embargos.
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
O sujo e o mal lavado
Devo ter votado seis ou sete vezes para presidente da república.
Em todas as vezes sufraguei o candidato de minha predileção sem nenhuma dificuldade.
Não é o que ocorre no atual pleito. Nesta eleição todos os pretendentes ao cobiçado cargo apresentam fraturas expostas ou indícios de prática de ilícitos revelados pela “operação lava jato” que desaconselham sua indicação para exercer cargo mais importante da República.
Estamos de fato num beco sem saída.
Há candidatos para todos os gostos desde que você ponha de lado a competência, a honorabilidade e a sensatez.
Há os alquimistas que imaginam promover as transformações que o País precisa em busca do desenvolvimento com sua pedra filosofal, os beligerantes que pensam resolver tudo no grito, os oníricos com sua lógica utópica, os amorfos e os indefinidos.
Por outro lado a imprensa que poderia prestar um serviço inestimável de esclarecimento ao eleitor prefere realizar debates onde se discutem o sexo dos anjos e questiúnculas cartoriais que nada acrescentam para se formar um juízo de valor.
Finalmente analisando o que se nos oferece vamos ter que escolher entre o sujo e o mal lavado.
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
LULA, quem diria...
O ex-presidente Lula está preso desde 07 de abril de 2018 iniciando o cumprimento de uma pena de reclusão de doze anos e um mês, sob acusação de prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entre outros delitos penais.
Lula teve uma oportunidade única de passar para a história como um líder mundial respeitado e admirado igualando-se e talvez superando o prestígio de outros como: Nelson Mandela, Abraham Lincoln, Mahatma Gandhi, Mao-Tse-Tung, Charles De Gaulle e tantos outros.
Sua biografia conta uma história empolgante e comovente.
Um operário, um torneiro mecânico que lutou e venceu toda sorte de preconceito e acabou como Presidente da República do País mais influente da América do Sul. Porém ao conviver com os encantos do Poder enveredou por um desastroso caminho.
Organizou o mais sórdido e famigerado plano de corrupção esquecendo suas origens e compromissos com o Povo brasileiro.
Acabou melancolicamente colocando um ponto final numa história que parecia ilustre.
domingo, 24 de junho de 2018
São João 2018
Do terraço do bangalô 6 no Condomínio Riserva Alhandra, longe dos celulares e da Internet, me debruço acalentado por um mundo sem poluição e assisto absorto um espetáculo arrebatador.
No firmamento abrem-se as cortinas e vislumbra-se um cenário encantador. Algumas nuvens claras como chumaços de algodão outras escuras desfilam vagarosamente sobre uma abóbada azul celeste.
Há um silêncio sepulcral apenas quebrado, vez por outra, pelo canto dos sabiás, o coaxar dos sapos e o cricri dos grilos.
A natureza reinando exuberantemente bela.
Ao fundo o espelho d’água da barragem Gramame-Mamboaba com a sangria dando os primeiros sinais de vida como se fosse um enorme lençol branco estendido sobre o perfil Creager do seu sangradouro.
No entorno as folhagens murmurando os acordes de uma sinfonia lúdica
Um convite irrecusável à contemplação.
O sol ocupa seu lugar irradiando calor afugentando o frio e a brisa doce do ambiente silvestre.
No interior do xale nossas mulheres exibem suas qualidades culinárias no preparo de uma fava verdinha para o almoço.
Extasiado corro célere para uma chuveirada revigorante no jardim e encerro o expediente matinal com uma dose calibrada de Chivas Regal 12 anos (on the rocks).
sexta-feira, 22 de junho de 2018
Começo, meio e fim
A história da humanidade se desenvolve célere e inexoravelmente em obediência a uma lei universal:
Tudo tem princípio meio e fim. Nada é para sempre.
A civilização tem experimentado um número fantástico de transformações desde os primatas a mais de 80 milhões de anos até os nossos dias.
Durante esse lapso de tempo o homem, principal representante da espécie, na cadeia biológica, agrupou-se em sociedades que sofrem permanentes mutações.
A convivência em grupos exigiu o estabelecimento de pactos sociais.
Cientificamente evoluiu alcançando êxitos inimagináveis. Desde a invenção da roda ao desbravamento do universo e a clonagem de seres vivos querendo imitar Deus.
Paradoxalmente a cada avanço científico, em cada geração, observam-se mudanças no comportamento social.
Isto ocorre nas relações entre as pessoas, nos conceitos de certo e errado, na ideologia de gênero, nas religiões.
Antes o que era tido com reprovação é permitido hoje se restrições.
Os conceitos de honra, de fraternidade, de família, deram lugar para a lei do mais forte e da vantagem.
Sem dúvidas caminha-se implacavelmente para a degeneração da raça humana ratificando a lei universal do começo, meio e fim.
Caminha-se implacavelmente para o caos.
quinta-feira, 12 de abril de 2018
Prioridade máxima
(Republicado por incorreção)
Tolerância zero.
Muito se tem escrito sobre os últimos acontecimentos políticos no Brasil.
Opiniões acaloradas, apaixonadas, às vezes contundentes e até mesmo caluniosas.
Temos assistido em todos os quadrantes do país comentários de juristas, jornalistas, cientistas, professores, lideranças políticas, denunciando as barbáries e atos criminosos praticados pelos governantes e empresários. Cada qual puxando a brasa para sua sardinha. O mais revoltante e que causa mais indignação é que mesmo com a ação permanente e vigilante do ministério público os gestores públicos insistem em fraudar, corromper, subverter a ordem, e se locupletarem do erário na busca insaciável de enriquecimento ilícito.
Todos os dias os noticiários da mídia anunciam levas de pessoas acusadas em flagrante delito. O crime banalizou-se em todas as esferas indistintamente.
A corrupção como uma patologia sistêmica, uma endemia, alastrou-se nas bases de sustentação dos poderes da república sem exceção. Já não se salva, Legisladores, Executivos, Religiosos, Profissionais liberais, Militares. Em qualquer organização social ou política está infectado o vírus da corrupção. Agora virou sanatório geral.
É tudo um caldeirão efervescente de um putrefato lixo social. Por outro lado viver em sociedade é uma aventura perigosa. O cidadão de bem se expõe diariamente a uma selvageria urbana onde preponderam os atos de latrocínios e homicídios que lhes roubam a paz e implanta o medo coletivo. A Lei em vigor é a lei do mais forte. O Estado de Direito é pura ficção prevalece e predomina as facções do crime organizado. Viver é perigoso.
As autoridades ora por despreparo, ora por escassez de recursos humanos e materiais permanecem pusilânimes e incapazes de enfrentar os problemas de frente. Não escrevo nem é minha intenção instigar o desespero. Mas estabelecer um nível correto de prioridade.
A sociedade reclama inúmeros problemas nas áreas de saúde pública, de segurança, de educação, de mobilidade e desemprego. Todas elas são da máxima importância para o desenvolvimento do País e bem estar do seu Povo. Todavia diante do que se tem assistido é preciso uma ação segura e firme assumindo de uma vez por todas que o maior problema social que se enfrenta no momento é o da segurança pública. Dai a necessidade indiscutível e inarredável de considera-la prioridade máxima canalizando todos os recursos possíveis materiais e financeiros para tranquilidade de todos.
quarta-feira, 11 de abril de 2018
PRIORIDADE ZERO
Muito se tem escrito sobre os últimos acontecimentos políticos no Brasil.
Opiniões acaloradas, apaixonadas, às vezes contundentes e até mesmo caluniosas.
Temos assistido em todos os quadrantes do país comentários de juristas, jornalistas, cientistas, professores, lideranças políticas, denunciando as barbáries e atos criminosos praticados pelos governantes e empresários. Cada qual puxando a brasa para sua sardinha. O mais revoltante e que causa mais indignação é que mesmo com a ação permanente e vigilante do ministério público os gestores públicos insistem em fraudar, corromper, subverter a ordem, e se locupletarem do erário na busca insaciável de enriquecimento ilícito.
Todos os dias os noticiários da mídia anunciam levas de pessoas acusadas em flagrante delito. O crime banalizou-se em todas as esferas indistintamente.
A corrupção como uma patologia sistêmica, uma endemia, alastrou-se nas bases de sustentação dos poderes da república sem exceção. Já não se salva, Legisladores, Executivos, Religiosos, Profissionais liberais, Militares. Em qualquer organização social ou política está infectado o vírus da corrupção. Agora virou sanatório geral.
É tudo um caldeirão efervescente de um putrefato lixo social. Por outro lado viver em sociedade é uma aventura perigosa. O cidadão de bem se expõe diariamente a uma selvageria urbana onde preponderam os atos de latrocínios e homicídios que lhes roubam a paz e implanta o medo coletivo. A Lei em vigor é a lei do mais forte. O Estado de Direito é pura ficção prevalece e predomina as facções do crime organizado. Viver é perigoso.
As autoridades ora por despreparo, ora por escassez de recursos humanos e materiais permanecem pusilânimes e incapazes de enfrentar os problemas de frente. Não escrevo nem é minha intenção instigar o desespero. Mas estabelecer um nível correto de prioridade.
A sociedade reclama inúmeros problemas nas áreas de saúde pública, de segurança, de educação, de mobilidade e desemprego. Todas elas são da máxima importância para o desenvolvimento do País e bem estar do seu Povo. Todavia diante do que se tem assistido é preciso uma ação segura e firme assumindo de uma vez por todas que o maior problema social que se enfrenta no momento é o da segurança pública. Dai a necessidade indiscutível e inarredável de considera-la prioridade zero canalizando todos os recursos possíveis materiais e financeiros para tranquilidade de todos.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
BIA -Uma luta com destemor
O atual cenário socioeconômico brasileiro evidencia um elevado nível de desemprego.
O número de desempregados em 2018, segundo o IBGE ultrapassa doze milhões de indivíduos da população em idade economicamente ativa.
Qualquer oportunidade de emprego oferecida no mercado de trabalho é rapidamente cobiçada por legiões de jovens em qualquer modalidade quer seja na indústria, comercio, no setor primário ou no serviço público e resulta em filas quilométricas de candidatos.
Este ano o Governo Federal houve realizar um concurso público objetivando o recrutamento de 20 profissionais para o cargo de Defensor Público Federal.
A defensoria Pública presta assistência jurídica às pessoas necessitadas.
Inscreveram-se 150.000 jovens de todos os quadrantes do País.
Após a primeira fase da seleção habilitaram-se 15.000 candidatos para arguição feita em Brasília/DF (prova oral). São 4 bancas, que ficam em 4 salas no local de prova onde cada candidato é arguido e tem 10 minutos para responder a duas ou três perguntas que lhe são feitas.
Minha sobrinha Beatriz, para orgulho dos seus pais e familiares, foi uma dessas candidatas e logrou êxito em todas as etapas sendo aprovada num concurso tão disputado para exercer uma nobre e gratificante carreira.
Parabéns Bia! Você nos orgulha.
A exemplo dos seus irmãos, com seu talento, você vai galgando por merecimento seu lugar ao sol.
26/02/2018
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
RECLUSÃO DE 386 ANOS
386 anos de reclusão
Navegando na Internet estou vejo a manchete:
MPF quer pena de 386 anos de prisão para Eduardo Cunha.
Pergunta: Na prática qual a eficácia de uma pena de 386 anos de reclusão?
Que será que passa nas cabeças de um promotor de justiça ao solicitar e de um Juiz ao sentenciar uma pena com essa magnitude?
Cabe a resposta em muitas explicações: Coisas da Justiça, história da carochinha, tema para um samba do crioulo doido, brincadeira de mau gosto tripudiando sobre a inteligência e a paciência do povo.
Eduardo Cunha nasceu em 29 de setembro de 1958, portanto está com 59 anos e no final da pena estará com 444 anos. Não ele, bem entendido, mas seus restos mortais, cinza ou ossos a espera do alvará de soltura.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
QUOUSQUE TANDEM
Vergonha, traição, mentiras, engodo, prevaricação, corrupção, roubo, propina, cartel, quadrilha, falsidade, lama, cobiça, eis a Pátria ultrajada.
Toda sociedade perplexa com uma traição praticada justamente por aqueles que juraram solenemente defenderem seus legítimos interesses.
O Congresso Nacional sangra numa UTI, ferido fulminantemente pela vergonhosa conduta de seus membros. O Poder republicano fragilizado, ultimando-se e agonizante, refugia-se nos delírios pueris e na retórica enganosa de seus arautos.
Na planície, carpideiras choram lágrimas de sangue enquanto o povo atordoado procura enxergar a menor chama da esperança.
A representação política esquartejada, com fraturas expostas. Odores putrefatos e vísceras gangrenadas poluem os salões palacianos.
Quosque tandem abutere Catilina patientia nostra?
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
O ARTESÃO DO CARIRI
SEBASTIÃO MATIAS
Uma sombrinha de praia desbotada, uma pequena mesa tosca de metal protegendo alguns toros de imburana bruta e seca encimada por diversas esculturas talhadas na madeira compõem o atelier e a moradia de Sebastião Matias.
Ali naquele arremedo de habitação vive com a mulher Maria.
Quem é Sebastião Matias?
Sebastião Matias é um escultor de muito talento, um autodidata da escultura em madeira.
Filho dos Agricultores Manuel José Cordeiro e Francisca Matias, nasceu no sítio Capim Grosso, no município de Itaporanga, no dia 19 de agosto de 1950.
Escolaridade?
Responde com certo desdém: Nunca freqüentei uma escola.
Sabe apenas assinar o nome, o suficiente para tirar o título de eleitor.
De comportamento nômade morou em várias cidades do Sertão e do Cariri, Patos, Juazeiro de Padre Cícero, Campina Grande, Juazeirinho e agora em João Pessoa.
A primeira infância se passou no sítio onde nasceu e aos 10 anos descobriu que tinha pendores para a arte de talhar a madeira.
É diabético, canhoto e tem uma perna amputada.
Como aconteceu? pergunto com certo receio.
Descuido. Me descuidei e aconteceu, tive que amputar quando eu tinha 54 anos.
Hoje estou com 58 anos sou católico, temente a Deus e espero pouca coisa na vida, pelo menos uma casa para morar.
Sou casado há 20 anos com essa mesma mulher Maria.
Com ela tenho dois filhos, Danilo e Sebastião.
Sebastião (filho) está começando a trabalhar a madeira, leva jeito.
Esse cavalo marinho é dele, o golfinho é dele, o tubarão é dele, essa mãozinha segurando o coração é dele. Aponta as peças expostas sobre a mesa junto com outras de suas produções.
Sebastião (filho) se encanta com os seres vivos e natureza, eu exploro mais as formas curvas dos corpos humanos e imagens do santos. Danilo não quer saber de nada. Está na escola, por enquanto, também tem só 13 anos.
A quem quiser seguir esta profissão eu diria que precisa ter muita perseverança e se conscientizar que não vai trilhar uma estrada de rosas, mas vai encontrar muitos espinhos e experimentar muitas dificuldades.
No fundo no fundo compensa quando vejo a obra concluída e sendo objeto de admiração.
Não tenho pretensão de divulgar nenhuma mensagem em minhas obras nem seguir nem fazer escola, vou esculpindo e improvisando. Não projeto minhas peças, vou entalhando a madeira de acordo com o que ela sugere no seu estado natural e só Deus sabe o que vai ser no final.
Não sei precisar até hoje quantas peças talhei. Sei que foram muitas, milhares.
Sempre uso a imburana que me é fornecida por um amigo de Juazeirinho. Acho melhor de trabalhar.
Em média levo uma semana para talhar uma peça de tamanho médio como esta – aponta uma pequena estatueta de aproximadamente 30 cm de altura e pouca complexidade espacial.
Muitas delas estão no Japão, na Alemanha, na França e em Portugal.
Meus maiores clientes são estrangeiros.
A maior que produzi foi comprada por Burity e está exposta no Mercado de Artesanato, em Tambaú, custou 6.000 cruzeiros.
A segunda peça de maior valor quem comprou foi um francês que a levou para Paris custou 4.000 cruzeiros.
Não recebi ajuda nenhuma de nenhum governo.
Até hoje não tenho uma casa para morar.
O Governador Cássio tem demonstrado que quer ajudar aos artistas da terra, mas parece que certas pessoas ao seu redor não apresentam a mesma vontade a não ser sua mulher D. Silvia que tem dado muita atenção aos artesãos.
Acho ruim por que ele está recebendo muita pressão do outro que foi governador. Acho que é inveja e não querem que ele trabalhe direito do jeito que ele sabe e cresça como merece.
Gostaria muito de poder um dia conversar com ele (Cássio) e dizer isso e também pra ver se eu consigo uma casinha aqui em João Pessoa, ali no Renascer, quem sabe??!!
Sebastião protagoniza a história de muitos artesãos paraibanos que esbanjam talento, mas vivem no anonimato a espera de uma oportunidade.
domingo, 26 de novembro de 2017
O homem e a máquina
Acabo de ver pelo NETFLIX “O homem e a máquina” um documentário sobre Steve Paul Jobs, o “cérebro” da Apple.
A narrativa foca a determinação, a inteligência e perspicácia do inventor, empresário e magnata.
Jobs criou uma das maiores empresas do século a Apple.
A sociedade americana ufanava-se incondicionalmente da Apple e seus produtos.
Mesmo assim o documentário desnuda o lado negro da relação capital e trabalho existente naquela empresa.
Todos os produtos da Apple eram feitos na China.
Os empregados dos seus fornecedores eram submetidos a regimes austeros de produção com baixos salários e condições discutíveis de salubridade.
Os solventes usados nas telas da Apple eram eficazes, porém perigosos, pois causavam lesões nervosas que levam a fraqueza e perda de sensibilidade dos artífices.
Na China sabe-se que o cobre, o cromo e outros metais pesados saturam o escoamento dos cursos de águas locais e os níveis de substância químicas são tão altos que as estações de tratamento de esgoto não conseguem limpar a água.
A Foxconn a maior fornecedora da Apple registrou em dois anos 18 suicídios o que induziu essa empresa a instalar redes para pegar pessoas que se jogassem.
O documentário enfatizou a enorme margem de lucro da Apple.
Para cada iPhone 4 a Apple ganhava 300 dólares e pagava a mão de obra chinesa 12 dólares por aparelho o que demonstra a relação de brutal desequilíbrio entre o capital e o trabalho.
Steve repetia frequentemente que o mais importante não eram os lucros auferidos nas transações da sua empresa, mas, sobretudo o que poderia ser feito para melhorar a vida das pessoas.
Realmente os produtos da Apple indiscutivelmente propiciaram e ainda continuam auferindo benefícios extraordinários a toda população do planeta. Paira, entretanto uma interrogação quanto aos custos sociais e ambientais desses benefícios.
segunda-feira, 13 de março de 2017
O final dos filmes cinematográficos
O que concorre para que um filme cinematográfico seja considerado bom ou ruim?
Decididamente julgo ser o final.
O final é o clímax. É justamente o ponto crucial que pode sensibilizar ou frustrar suas emoções.
Poder-se-ia dividir os filmes em três segmentos: o início, o desenvolvimento e o final e estabelecer um gradiente para importância de cada segmento em termos percentuais.
Ao início atribui-se uma porcentagem de 20%.
Esse momento é responsável pela primeira impressão. Deve encerrar uma narrativa com cenas ou diálogos que agucem a curiosidade do expectador. Conta também, nessa hora a qualidade das imagens, da sonorização enfim todos ingredientes susceptíveis de causar uma sensação de prazer.
O desenvolvimento tem também um papel importante, todavia sem prioridade na qualificação. Naturalmente deve preservar a lógica da narrativa sem cansar o telespectador. Assume uma participação de 10% na qualificação final.
O “Gran finale” este sim é o grande responsável pela empolgação da história. É possível se ter uma boa história, mas um final fraco e inconsistente põe tudo a perder. Certos filmes não deveriam nunca ter sido filmados. Outros bastariam ter só o final.
Assisti recentemente “ARMAS NA MESA” que concorreu ao Globo de Ouro 2017. Neste filme Jessica Chastain interpreta uma lobista dos EE.UU que trabalha pro desarmamento. Exagerando um pouco digo que se houvesse um corte radical em todo enredo e restassem apenas os minutos finais teria ganhado o prêmio de melhor filme do certame.
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