terça-feira, 18 de maio de 2010

Custo Brasil

Maria Dulce Carneiro é uma amiga que conheci quando trabalhei na Secretaria de Infra Estrutura. Uma pessoa humana de muitas qualidades e de um senso de humor contagiante.

Uma pessoa muito ligada às coisas importantes que acontecem no nosso dia a dia.

Sempre que recebo uma mensagem com sua assinatura de pronto mando ver, pois tenho certeza que é assunto interessante.

Ontem foi um vídeo do Bom Dia Brasil relatando o custo de nossos parlamentares.

Agente sabe, mas não quer lembrar é o caso, por exemplo, de um Senador da República nos custar 33 milhões de Reais por ano ou um Deputado Federal 6,6 milhões de Reais.

Houvesse uma reciprocidade na relação custo benefício ainda vá lá. O pior é que toda essa dinheirama vai custear os acordos escusos, as negociatas do orçamento, os mensalões, e por ai vai.

Não bastam as dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas ainda somos penalizados com estas despesas absurdas que se somam a outras mazelas para aumentar o chamado “Custo Brasil” que encarece os investimentos, dificultam o desenvolvimento e aumentam o desemprego e o trabalho informal.

Nossa Câmara Municipal é composta por 21vereadores. O custo médio mensal desse parlamento mirim, de acordo com as informações inseridas no site da própria Câmara é da ordem de 1,5 milhões por mês. Infere-se que para manter a Casa Epitácio Pessoa o pessoense dispende cerca de 80 mil Reais por mês por cada parlamentar.

Satisfeito?

sábado, 15 de maio de 2010

Ficha-Limpa.

A bruxa anda solta em Brasília.


Ao que parece o pessoal do Governo anda biritando além da conta ou tomando alucinógenos.

Semana passada o ministro Temporão aconselha a se fazer sexo cinco vezes por semana para garantia de uma vida saudável. Nada contra o sexo o problema é conseguir o desempenho sugerido.

Ontem o líder do Governo no Senado, Senador Romero Jucá, fez uma declaração estapafúrdia:

“O projeto Ficha-Limpa é um assunto de interesse da sociedade e não do Governo”

Que declaração infeliz.

Aonde vão se encontrar os interesses do Governo e da sociedade.

Ao que me consta o Governo deve agir única e exclusivamente em função da sociedade.

O Senador Romero Jucá é o líder do Governo Lula. O líder fala pelo Governo e expressa fidedignamente o pensamento e a vontade do Governo. Antes de ser líder há que se considerar que ele foi eleito pelo povo e para representar os anseios do povo.

Por outro lado o Governo deve agir no interesse do povo.

É claro que se o Presidente for questionado sobre a malfadada declaração do seu líder vai negar dizendo que não sabe nada sobre o assunto ou no mínimo que o Jucá falou por ele mesmo e não pelo Governo. Pode esperar.

Esta é a forma de governar de Lula.

Agora vamos ao cerne da questão.

Por que será que o Governo é contra um projeto que visa justamente restaurar a dignidade e a lisura na atividade política.

Por que o líder Jucá é refratário a esta idéia?

O Senador argumenta que o projeto Ficha-Limpa não será votado sob pressão.

Será que ele é ficha suja?

Constata-se no site Transparência Brasil que o zelo do Senador tem haver com o fato dele ser réu em dois processos (Inquéritos nºs 2663 e 2116, ambos no STF) que o incriminam por captação ilícita de votos e crime de responsabilidade, respectivamente.

Graças a Deus falta pouco tempo para revertermos esta situação!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dez razões por que não voto em Dilma.

Me desculpem mais uma vez retomar considerações sobre assuntos políticos.

Todos hão de convir que a questão da eleição é uma de importância fundamental na vida de cada um de nós. Quer se goste ou não de política não há como alijar-se deste processo sob pena de se mergulhar de ponta cabeça na alienação. Por outro lado o voto é um instituto obrigatório.

A eleição mais importante do País está para acontecer dentro em breve quando se elegerá o novo Presidente da República.

Todos temos o livre arbítrio e somos suficientemente livres para uma escolha adequada daquele que julgamos estar melhor preparado para conduzir os destinos de 190 milhões de brasileiros.

Já fiz minha opção fundamentada no decálogo que ofereço à consideração dos meus amigos e que transcrevo a seguir:

1. Fazendo um paralelo, que segundo o Dr. José Américo de Almeida é a melhor forma de julgamento, julgo seu concorrente mais próximo muito mais qualificado para o cargo;

2. Não concordo com o continuísmo por considerá-lo uma prática nefasta à democracia. A democracia se engrandece e se consolida é com a alternância do poder;

3. Analisando a nova Wilma que está sendo vendida na mídia do palácio do planalto tenho a impressão de estar sendo vítima de propaganda enganosa. A Wilma estilo “Barbie” não é a mesma Roussef do governo. Temo que esta metamorfose ocorra também caso ela assuma o poder;

4. Mesmo com todo esforço que vem fazendo para ser simpática na televisão não consegue esconder que é uma pessoa individualista, rancorosa e prepotente;

5. Seu entourage não inspira confiança. Tudo que se possa fazer para evitar a reedição do mensalão e etc. Cia é pouco;

6. Apesar de não ser uma razão fundamental não consigo interagir com sua imagem, uma questão de empatia; sempre me passa a impressão que ela age com subterfúgios e joga desleal;

7. Concorrer para sua ascensão à Presidência significa render-se ao ranço ideológico do PT;

8. Não concordo com seu apoio explícito aos grupos terroristas (MST);

9. Evitar que ela assuma o Governo da República garantirá que grupos que se consideram acima de todas as coisas e donos da verdade se perpetuem no poder.

10. Roussef na presidência significa o fortalecimento de uma política externa que apóia o projeto dos ditadores latino-americanos protagonizados por Hugo Chaves, na Venezuela, Evo Morales, na Bolívia e Rafael Correa, no Equador, o socialismo “bolivariano”.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Seleção 2010.

É impressionante como o futebol está arraigado na cultura e no dia a dia do brasileiro.


É uma paixão que alucina pobres, ricos, crianças e adultos.

Já se disse que a seleção é a Pátria de chuteiras.

No jornal televisivo anuncia-se que os deputados, em Brasília, estão tentando antecipar o recesso parlamentar sob a alegação que durante os jogos da copa será muito difícil se estabelecer o quorum regulamentar para realização das sessões na Câmara.

Isto é, o futebol é a prioridade nacional. Depois vem a segurança, a educação, o emprego, etc.

Ontem à tarde assisti, pela TV, o anúncio dos 23 jogadores convocados para a seleção brasileira de futebol que no próximo mês disputará o campeonato mundial na África.

Uma solenidade realizada num salão de um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Reunião bastante concorrida com a participação de jornalistas do mundo inteiro.

Na oportunidade o técnico Dunga foi sabatinado e questionado sobre o porquê dos escolhidos.

Impressionou-me a calma e lucidez do treinador diante do assédio e cobrança dos presentes.

Afinal essa questão de futebol é fogo. Ninguém se entende.

São 190 milhões de técnicos e cada um com uma seleção na cabeça.

Na entrevista coletiva Dunga foi por vezes criticado por haver excluído alguns favoritos.

Sem sombra de dúvidas a escolha é dificílima. Afinal eleger 23 jogadores num universo de centenas é algo complexo e delicado.

Seria uma tarefa relativamente simples caso a escolha se limitasse única e exclusivamente nas qualidades técnicas e habilidades dos jogadores, mas há que se levar em conta os lobbies em favor dos altos interesses financeiros envolvidos nessa atividade.

Interesse dos cartolas, dos patrocinadores, da imprensa enfim, pra tudo quanto é canto há sempre um interesse em jogo.

Dunga pareceu-me bastante coerente e seguro de suas decisões.

Resta-nos aguardar que a seleção tenha um bom desempenho e nos traga o hexa.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A bronca de Puchkin.

Há bastante tempo não era incomodado com os comentários de Puchkin, meu ombudsman.

Ontem recebo dele uma mensagem eletrônica um tanto quanto constrangedora.

Entre outras coisas além de me acusar de supérfluo critica o teor de minhas postagens.

Transcrevo um trecho do seu e-mail.

“... além do mais Paladino, noto que ultimamente você tem abusado da paciência de seus seguidores e escrevendo muita banalidade.

Ontem você se superou com aquela matéria sobre a cidade sem muros.

Onde você já viu uma cidade sem muros, Paladino?

Se com os muros definindo os limites dos lotes ainda sobra confusão, imagina sem.”

Meu caro Puchkin você tem todo direito de criticar ou censurar o que escrevo como também, caso os assuntos aqui tratados não sejam do seu agrado, tem todo direito de ignorá-los.

Tenho plena consciência que minhas postagens podem ser classificadas como banais e admito até descartáveis. Só faço uma ressalva: o acesso a essas dissertações é uma liberalidade de cada um. Não posso estar abusando da paciência de ninguém, pois ninguém está obrigado a ler minhas loucuras e diatribes.

Não escrevo para ser reconhecido nem para alcançar nenhum mérito literário. Bem ou mal escrevo por que gosto de escrever. Para mim é como uma terapia, uma necessidade orgânica. É meu passa tempo. C’est fini.

Claro que o comentário que fiz sobre uma cidade sem muros foi simplesmente uma brincadeira, uma ilação sobre algo virtual para demonstrar quanto seria proveitoso e saudável para todos se as pessoas tivessem outro tipo de entendimento sobre seus bens materiais.

Entretanto, pra seu governo, posso lhe afirmar que nos Estados Unidos e algumas cidades da Inglaterra dificilmente se constroem muros ao redor das casas quando muito uma cerca viva.

Não tem importância Puchkin, continuarei escrevendo minhas inutilidades resguardando e respeitando seu direito de criticar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cidade sem muros.

Lembro-me de um episódio que ocorreu há muitos anos atrás.
Aconteceu durante a visita de uma jovem americana, primeira esposa do meu amigo Eduardinho (Eduardo Magalhães).
Fazíamos um tour onde eu lhe mostrava as belezas de nossa capital e inadvertidamente joguei uma carteira de cigarros vazia pela janela do carro.

-Será que não vás ser multado? – indagou a Becky (era esse seu nome familiar).

Expliquei que ainda não havíamos atingido aquele nível de educação e que a prática embora questionada em seu país aqui era ignorada.

Lá pras tantas novamente outra pergunta de Becky me deixou pensativo.

- Por que todas as casas têm muros e para que servem?

Tentei uma explicação plausível reportando-me a razões de segurança e questões culturais de posse e propriedade.

Ela permaneceu calada e indiferente sem esboçar qualquer reação de aprovação ou desacordo.

Hoje, lembrando esse fato comecei a imaginar uma cidade sem muros.

Por exemplo, o que aconteceria se João Pessoa não tivesse muros.

Um cálculo empírico nos remete a uma conclusão interessante.

João Pessoa tem hoje aproximadamente 700 mil habitantes ocupando cerca de 160 mil residências.

Considerando o lote urbano padrão precisaríamos, em números redondos, 9.000.000 de metros lineares de muro para contornar ou isolar todas as habitações.

A construção desses muros, admitindo-se um padrão simples de acabamento (reboco e caiação), significaria um investimento da ordem de 1,8 trilhões de Reais, aos preços hoje praticados.

Imagine esse recurso aplicado na construção de casas populares.

Caso isto acontecesse resultaria na edificação de 36.000 casas o que certamente bastaria para zerar o déficit habitacional da capital ou chegaria muito perto.

Esse é o preço que se paga pela maldade e desconfiança reinante no coração dos homens.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

AS PÉROLAS DE LULA.

Você há de convir que um operário semi alfabetizado alcançar a Presidência da República de um país da importância do Brasil é um fato altamente louvável e inusitado. Ninguém de sã consciência pode obscurecer tal proeza. O mundo inteiro reconhece e admira este acontecimento atribuindo-lhe o merecido prestígio.

Mas isto não é suficiente para aceitarmos de bom grado as peripécias de Sua Excelência com relação à sua falta de intimidade com o idioma nacional e principalmente as asneiras proferidas nos seus conhecidos improvisos.

Não se lhe cobra que exiba um perfil doutoral nem acessórios acadêmicos mas pelo menos que demonstre bom senso no trato das coisas do estado.

Afinal, o que já se investiu nesse homem desde a época do sindicalismo, de deputado federal, até a presidência da república, foi mais que suficiente para que ele acumulasse o mínimo de refinamento.

As idiotices que esse homem tem pronunciado nos últimos anos são de arrepiar os cabelos e tirar a paciência de qualquer cristão.

Não sei se é pra rir ou pra chorar, mas quem gosta de colecionar excentricidades eis a seguir uma coletânea das tagarelices e bobagens presidenciais colhidas num e-mail que me foi enviado pela amiga e comadre Dineusa.

São realmente citações esdrúxulas, eivadas de conceitos pronunciados talvez sob o efeito de algum psicotrópico ou alucinógeno. Não se questiona os impropérios e crimes cometidos contra a língua mãe, o disparate está no substrato dos desbragados pensamentos filosóficos de nosso presidente.

Senão vejamos:

“Eu gostaria de ter estudado latim, assim eu poderia me comunicar melhor como povo da América Latina”.

“A grande maioria de nossas importações vem de fora do país.”

(Impressionante!!!)

“Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos.”

(Não tinha pensado nisso)

“O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero

dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi

nesse século.”

(Ih! O cara comeu côco ou cheirou coca.)


“Uma palavra resume provavelmente a responsabilidade de qualquer governante. E essa palavra é 'estar preparado”.

(esse é o cara – de pau!)

“O futuro será melhor amanhã.”

“Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz.”

(..e continua a fazer)


“PELOTAS É UMA CIDADE QUE EXPORTA VIADOS.”


“Um número baixo de votantes é uma indicação de que menas pessoas estão a

votar.”

(Conclusão impar!!!)


“ Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não.” (Felomenal!)

“MINHA MÃE NASCEU ANALFABETA.”

(Muito esclarecedor)


“Não é a poluição que está prejudicando o meio-ambiente. São as impurezas no ar e na água que fazem isso.”

(Ah bom!!!)

‘O Air Force 51 foi adquirido em regime de “offset”. ´

(O regime de compra foi de drawback. rs.rs.rs.rs.)


"agora o Brasil está remando para frente"..

(vôte!!!)

"Estou otimista porque estamos reduzindo as taxas de interesses dentro do Brasil."

(Taxas de interesses não significa nada em língua alguma)

“É tempo para a raça humana entrar no sistema solar.”

(Fechou com chave de ouro!!!)