Uma característica marcante dos críticos cinematográficos é malhar tudo que é filme e esmiuçar defeitos. Parece que assim procedendo eles se imaginam acima da inteligência normal e donos de um senso acurado de percepção e valores da vida. De fato é mais cômodo identificar as falhas que reconhecer os acertos. Aliás, este comportamento parece uma constante em tudo que é crítico como ocorre no caso dos jurados nos programas de TV e estendo o raciocínio para os Juízes das Cortes de Julgamentos e os professores nas universidades.
Imaginam estas criaturas que quanto mais CDF mais sábios, mais temidos, mais respeitados. Ledo engano.
Cito como exemplo um filme que assiste ontem que simplesmente adorei apesar de algumas restrições da crítica especializada.
Trata-se de DUPLA IMPLACÁVEL (From Paris with love). Acho que o título em inglês é uma brincadeira com o clássico From Russian, with love.
A trama acontece em París.
É verdade, como diz a crítica profissional, que há certa demagogia e exageros nas ações que transcorrem no drama até chegar ao fio da meada. A redundância é plenamente aceitável. È a forma que se utilizou para demonstrar a habilidade e perspicácia dos agentes da lei em situações diversas. Entretanto, não há neste fato absolutamente nenhum demérito nem comprometimento com a narrativa.
James Reece (Jonathan Rhys Meyers) é um assessor especial do Embaixador norte-americano (Richard Durden), em París. Exímio jogador de xadrez que sonhava se tornar um agente secreto, mas nunca imaginou que para isso tivesse de se envolver em espionagem barra pesada.
É o que acontece quando ele se alia a Charlie Max (John Travolta), um espião americano numa missão para impedir um ataque terrorista, em París.
Gordo e calvo John Travolta teve um desempenho fantástico. Com muito mais experiência do que como Tony Manero em “Os embalos do sábado à noite”, Travolta demonstrou seu amadurecimento como ator e todo seu talento fazendo jus por que se tornou uma celebridade, uma lenda em Hollywood onde fatura 20 milhões de dólares por filme.
Destaque especial para a bela polonesa Katarzyna Smutiniak no papel da namorada de James e que personaliza uma das maiores surpresas do filme.
O autor da história é o festejado cineasta francês Luc Besson e a direção de Pierre Morel.
Ação do começo ao fim.
Vale a pena assistir.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Voto em branco & nulo
Depois de incursionar sobre as metamorfoses políticas da semana o papo na mesa transformou- se num fórum de debates sobre voto em branco e voto nulo.
Apesar da não participação de nenhum jurista todo mundo se considerava um “expert” em legislação eleitoral.
O voto em branco é isso, o voto nulo é aquilo. Havia conceito pra todo gosto e consumo.
O voto em branco é um ato de conformismo.
Já o voto NULO é um protesto válido.
Só estranhei esta história do voto TANTO FAZ, ou seja, o voto em branco ser somado ao candidato mais votado no último turno.
Retomo o que prescreve a Legislação (Lei 9504 de 30.09.1997):
Art. 2º - Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.
Para votar em branco todo mundo sabe como fazer as campanhas eleitorais esclarecem como votar num candidato ou em branco.
Ninguém explica, entretanto como anular o voto. A própria urna eletrônica é programada para esconder e evitar a possibilidade a de anulação do voto.
Se você digita um número inexistente na urna, ela acusa número incorreto, corrija seu voto.
Uma estratégia para desencorajar o voto nulo e eleger determinados candidatos.
Concordo que o voto nulo seria uma paulada nas estruturas do sistema se alcançados mais de 50% dos votantes, ou seja, se os candidatos não conseguissem mais de 50% no último turno.
Votar nulo, portanto tem um significado, porém de possibilidades remotíssimas para fazer manifestar-se a indignação da sociedade por tanta injustiça.
Apesar da não participação de nenhum jurista todo mundo se considerava um “expert” em legislação eleitoral.
O voto em branco é isso, o voto nulo é aquilo. Havia conceito pra todo gosto e consumo.
O voto em branco é um ato de conformismo.
Já o voto NULO é um protesto válido.
Só estranhei esta história do voto TANTO FAZ, ou seja, o voto em branco ser somado ao candidato mais votado no último turno.
Retomo o que prescreve a Legislação (Lei 9504 de 30.09.1997):
Art. 2º - Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.
Para votar em branco todo mundo sabe como fazer as campanhas eleitorais esclarecem como votar num candidato ou em branco.
Ninguém explica, entretanto como anular o voto. A própria urna eletrônica é programada para esconder e evitar a possibilidade a de anulação do voto.
Se você digita um número inexistente na urna, ela acusa número incorreto, corrija seu voto.
Uma estratégia para desencorajar o voto nulo e eleger determinados candidatos.
Concordo que o voto nulo seria uma paulada nas estruturas do sistema se alcançados mais de 50% dos votantes, ou seja, se os candidatos não conseguissem mais de 50% no último turno.
Votar nulo, portanto tem um significado, porém de possibilidades remotíssimas para fazer manifestar-se a indignação da sociedade por tanta injustiça.
domingo, 2 de maio de 2010
Parem o mundo.
Apago a luz e acendo a imaginação.
O que não vejo, mas escuto é uma sucessão infindável de excrescências sonoras e criações animalescas de despautérios musicais.
Definitivamente não agüento mais ouvir nem ver tanta mediocridade.
Cuidado, muito cuidado ao ligar o rádio ou a TV. De repente você pode ser atingido por um petardo letal, como um míssel de Saddam Hussein representado pelas sub músicas tocadas por essas bandas de axé ou a reedição de Sodoma e Gomorra representada pelas baixarias do Big Brother Brasil.
Como disse Ariano “ao redor do buraco tudo é beira”.
Uma afronta desmesurada à sensatez. Coisa de gente drogada que avilta a espécie humana, um logotipo de um instante da história.
De quem é a culpa. Todos nós os degradados filhos de Eva somos culpados.
Que tribunal pode julgar e punir o culpado ou culpados.
O delito coletivo é castigado pelo próprio delito.
Já me referi em outra oportunidade que Pinto do Acordeom no seu programa na Tabajara FM, com Piancó empunha uma bandeira de luta contra essas mediocridades e classifica essas criações diabólicas como músicas “pra escapar”.
Observem os sub versos seguintes e diga mesmo o que existe de substancial nessas verborréias para serem apreciadas.
I
Bota a mão no joelho
E dá uma abaixadinha, vai mexendo gostoso, balançando a bundinha
Agora mexe vai, mexe, mexe mainha.
Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão
Vou te jogar na cama e te dar muita pressão
II
Abre as pernas, faz beicinho, vou morder o seu grelinho
Vai Serginho, vai Serginho...
Abra a boca num si espanta, vô goza na tua garganta...
III
Vou mandando um beijinho
Prá filinha e prá vovó
So não posso esquecer
Da minha eguinha Pocotó
Pocotó, pocotó, pocotó, pocotó
IV
Tô ficando atoladinha, to ficando atoladinha, to ficando atoladinha.
Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri, alguém ligou pra mim.
Piriri, Piriri, Piriri, alguém ligou pra mim!!!
V
Vai da tapinha na bundinha, Vai que eu sou sua cachorrinha
Vai que eu to muito assanhada, Vamos da uma tapadinha
Só se for na rachadinha
E toma gostosa lapada na rachada
Você pede e eu te dou, Lapada na rachada
E ai tá gostoso?
Lapada na rachada... Toma, toma, toma...
Será o prenúncio do fim dos tempos?
Socorro! Parem o mundo que eu quero descer.
O que não vejo, mas escuto é uma sucessão infindável de excrescências sonoras e criações animalescas de despautérios musicais.
Definitivamente não agüento mais ouvir nem ver tanta mediocridade.
Cuidado, muito cuidado ao ligar o rádio ou a TV. De repente você pode ser atingido por um petardo letal, como um míssel de Saddam Hussein representado pelas sub músicas tocadas por essas bandas de axé ou a reedição de Sodoma e Gomorra representada pelas baixarias do Big Brother Brasil.
Como disse Ariano “ao redor do buraco tudo é beira”.
Uma afronta desmesurada à sensatez. Coisa de gente drogada que avilta a espécie humana, um logotipo de um instante da história.
De quem é a culpa. Todos nós os degradados filhos de Eva somos culpados.
Que tribunal pode julgar e punir o culpado ou culpados.
O delito coletivo é castigado pelo próprio delito.
Já me referi em outra oportunidade que Pinto do Acordeom no seu programa na Tabajara FM, com Piancó empunha uma bandeira de luta contra essas mediocridades e classifica essas criações diabólicas como músicas “pra escapar”.
Observem os sub versos seguintes e diga mesmo o que existe de substancial nessas verborréias para serem apreciadas.
I
Bota a mão no joelho
E dá uma abaixadinha, vai mexendo gostoso, balançando a bundinha
Agora mexe vai, mexe, mexe mainha.
Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão
Vou te jogar na cama e te dar muita pressão
II
Abre as pernas, faz beicinho, vou morder o seu grelinho
Vai Serginho, vai Serginho...
Abra a boca num si espanta, vô goza na tua garganta...
III
Vou mandando um beijinho
Prá filinha e prá vovó
So não posso esquecer
Da minha eguinha Pocotó
Pocotó, pocotó, pocotó, pocotó
IV
Tô ficando atoladinha, to ficando atoladinha, to ficando atoladinha.
Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri, alguém ligou pra mim.
Piriri, Piriri, Piriri, alguém ligou pra mim!!!
V
Vai da tapinha na bundinha, Vai que eu sou sua cachorrinha
Vai que eu to muito assanhada, Vamos da uma tapadinha
Só se for na rachadinha
E toma gostosa lapada na rachada
Você pede e eu te dou, Lapada na rachada
E ai tá gostoso?
Lapada na rachada... Toma, toma, toma...
Será o prenúncio do fim dos tempos?
Socorro! Parem o mundo que eu quero descer.
sábado, 1 de maio de 2010
A viagem.
Raimundo e Ana Maria acabaram de transar e conversavam amenidades.
Mundinho, a gente podia fazer uma viagem.
Por que se lembrou disso agora Namaria?
Por nada. É que faz tanto tempo que a gente não viaja.
E tu querias ir pra onde?
A gente podia ir para a Europa.
Europa! Tu tá louca Namaria. Não tá vendo TV. Esqueceu os problemas com aquele vulcão?
Então por que não vamos para os Estados Unidos?
Estados Unidos de novo Namaria tua geografia só vai até aí?
Ah! Me lembrei! Então podíamos ir pra Ásia conhecer a cultura oriental ou mesmo pra Austrália.
Namaria me diz uma coisa, por que tu só pensas no exterior com tantos lugares bonitos no Brasil que não conhecemos?
Tai, nisso eu concordo. A gente podia conhecer o Pantanal, que tal?
Acho que o Pantanal não faz nossa praia. É mais para quem curte um programa de pescaria e coisa e tal.
Então vamos conhecer o Norte. Sempre tive uma curiosidade enorme para conhecer o Acre, Roraima.
Ih! Namaria, isso é muito longe e meio complicado pra chegar. Os aviões são pequenos, desconfortáveis.
Sei mais não Mundinho. Eu queria era viajar. A gente fica amofumbado aqui o tempo todo, não sai pra canto nenhum. Eu queria ir pra qualquer canto.
Se o problema é esse então tá resolvido vamos pra Campina, ta bom?
Mundinho, a gente podia fazer uma viagem.
Por que se lembrou disso agora Namaria?
Por nada. É que faz tanto tempo que a gente não viaja.
E tu querias ir pra onde?
A gente podia ir para a Europa.
Europa! Tu tá louca Namaria. Não tá vendo TV. Esqueceu os problemas com aquele vulcão?
Então por que não vamos para os Estados Unidos?
Estados Unidos de novo Namaria tua geografia só vai até aí?
Ah! Me lembrei! Então podíamos ir pra Ásia conhecer a cultura oriental ou mesmo pra Austrália.
Namaria me diz uma coisa, por que tu só pensas no exterior com tantos lugares bonitos no Brasil que não conhecemos?
Tai, nisso eu concordo. A gente podia conhecer o Pantanal, que tal?
Acho que o Pantanal não faz nossa praia. É mais para quem curte um programa de pescaria e coisa e tal.
Então vamos conhecer o Norte. Sempre tive uma curiosidade enorme para conhecer o Acre, Roraima.
Ih! Namaria, isso é muito longe e meio complicado pra chegar. Os aviões são pequenos, desconfortáveis.
Sei mais não Mundinho. Eu queria era viajar. A gente fica amofumbado aqui o tempo todo, não sai pra canto nenhum. Eu queria ir pra qualquer canto.
Se o problema é esse então tá resolvido vamos pra Campina, ta bom?
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Esquerda & Direita.
No final do século XVIII a França dividia-se em três grupos chamados “Estados Gerais”.
O primeiro era o CLERO, o segundo a NOBREZA, e o terceiro o resto, incluindo aí os empresários, banqueiros, comerciantes, médicos, advogados, artesãos e o proletariado urbano e rural. Este grupo representava 95% da população.
A Nobreza e Realeza não pagavam impostos.
O terceiro estado além de suprir o erário com os impostos eram impedidos de assumir qualquer cargo público reservados exclusivamente para a nobreza e o clero.
A burguesia mesmo com todo poder econômico era igualada ao povo.
A miséria do povo contrastava com o luxo ostentado pela nobreza estabelecendo um descontentamento generalizado resultando na revolução.
No dia 14 de Julho de 1789 ocorreu a queda da Bastilha, uma prisão que simbolizava o absolutismo.
Instituiu-se a Assembléia Nacional Constituinte.
Em 26 de Agosto a Assembléia aprovou o a Declaração de Direitos do cidadão.
Em Setembro de 1791 a Constituinte promulgou a Constituição Francesa, tendo sido eleita a Assembléia Legislativa.
Nesse parlamento existiam os JACOBINOS, representantes da pequena e média burguesia e o proletariado, e os GIRONDINOS, que representavam a alta burguesia. Ambos voltavam-se contra o absolutismo dos reis. Os GIRONDINOS defendiam posições moderadas enquanto os JACOBINOS eram radicais em defesa de seus interesses.
Os JACOBINOS sentavam-se à esquerda e os GIRONDINOS à direita.
Deste fato originaram-se a expressões “esquerda” e direita” para designar o comportamento político das pessoas.
O primeiro era o CLERO, o segundo a NOBREZA, e o terceiro o resto, incluindo aí os empresários, banqueiros, comerciantes, médicos, advogados, artesãos e o proletariado urbano e rural. Este grupo representava 95% da população.
A Nobreza e Realeza não pagavam impostos.
O terceiro estado além de suprir o erário com os impostos eram impedidos de assumir qualquer cargo público reservados exclusivamente para a nobreza e o clero.
A burguesia mesmo com todo poder econômico era igualada ao povo.
A miséria do povo contrastava com o luxo ostentado pela nobreza estabelecendo um descontentamento generalizado resultando na revolução.
No dia 14 de Julho de 1789 ocorreu a queda da Bastilha, uma prisão que simbolizava o absolutismo.
Instituiu-se a Assembléia Nacional Constituinte.
Em 26 de Agosto a Assembléia aprovou o a Declaração de Direitos do cidadão.
Em Setembro de 1791 a Constituinte promulgou a Constituição Francesa, tendo sido eleita a Assembléia Legislativa.
Nesse parlamento existiam os JACOBINOS, representantes da pequena e média burguesia e o proletariado, e os GIRONDINOS, que representavam a alta burguesia. Ambos voltavam-se contra o absolutismo dos reis. Os GIRONDINOS defendiam posições moderadas enquanto os JACOBINOS eram radicais em defesa de seus interesses.
Os JACOBINOS sentavam-se à esquerda e os GIRONDINOS à direita.
Deste fato originaram-se a expressões “esquerda” e direita” para designar o comportamento político das pessoas.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Um País Continental.
O Brasil é mesmo um país continental.
Em seu território podemos encontrar diferenças de culinária, de fusos horários e até mesmo regionalismos que se caracterizam por diferenças lingüísticas.
Em cada região brasileira a língua portuguesa incorpora diferentes formas de expressão.
No nordeste é possível encontrar expressões com significados diferentes entre estados da própria região.
A Paraíba, por exemplo, tem um universo lingüístico genuíno somente acessível aos paraibanos.
O texto que se segue é uma brincadeira para exemplificar este regionalismo com referência às expressões utilizadas pelo paraibano.
Caso você não seja natural da terra de Zé Lins do Rego peça a um amigo seu que o seja para “traduzir” os verbetes sublinhados.
Penha era uma garota pixototinha que gostava de filar e gazear aulas.
Certo dia encontrou um caba todo invocado com um açoite na mão ameaçando lhe agredir.
O caba parece que tava bicado e tinha uma inhaca danada e com um açoite na mão fez um pantim ameaçando a menina.
Nisso Penha emburacou numa casa e pediu socorro.
A dona da casa espantada disse vôte que isso?
- Dona aquele caba deu uma carreira atrás de mim e tá querendo arengar comigo ainda me deu uma açoitada que deixou a roncha por isso emburaquei em sua casa e vim pedir ajuda.
Minha filha não fique ai toda macambúzia. Vou lascar aquele xexêro malamanhado.Ele é xôxo e frouxo e tem cara de leso e se não for cagado vou fazer que ele fique todo afolozado que é pro povo mangar dele. Num instante ele vai acabar com essa munganga pra cima de ocê. Cê vai ver.
- Dona não sei como posso lhe pagar, pois estou lisa.
Se vexe não minha filha, não precisa me pagar. Fique ai nesse cantinho ligue o pitôco do ventilador pra espantar as muriçocas coma um pedaço da tabica que eu vou cuidar do assunto.
Iapôis – agradeceu Penha meia borocoxô.
Em seu território podemos encontrar diferenças de culinária, de fusos horários e até mesmo regionalismos que se caracterizam por diferenças lingüísticas.
Em cada região brasileira a língua portuguesa incorpora diferentes formas de expressão.
No nordeste é possível encontrar expressões com significados diferentes entre estados da própria região.
A Paraíba, por exemplo, tem um universo lingüístico genuíno somente acessível aos paraibanos.
O texto que se segue é uma brincadeira para exemplificar este regionalismo com referência às expressões utilizadas pelo paraibano.
Caso você não seja natural da terra de Zé Lins do Rego peça a um amigo seu que o seja para “traduzir” os verbetes sublinhados.
Penha era uma garota pixototinha que gostava de filar e gazear aulas.
Certo dia encontrou um caba todo invocado com um açoite na mão ameaçando lhe agredir.
O caba parece que tava bicado e tinha uma inhaca danada e com um açoite na mão fez um pantim ameaçando a menina.
Nisso Penha emburacou numa casa e pediu socorro.
A dona da casa espantada disse vôte que isso?
- Dona aquele caba deu uma carreira atrás de mim e tá querendo arengar comigo ainda me deu uma açoitada que deixou a roncha por isso emburaquei em sua casa e vim pedir ajuda.
Minha filha não fique ai toda macambúzia. Vou lascar aquele xexêro malamanhado.Ele é xôxo e frouxo e tem cara de leso e se não for cagado vou fazer que ele fique todo afolozado que é pro povo mangar dele. Num instante ele vai acabar com essa munganga pra cima de ocê. Cê vai ver.
- Dona não sei como posso lhe pagar, pois estou lisa.
Se vexe não minha filha, não precisa me pagar. Fique ai nesse cantinho ligue o pitôco do ventilador pra espantar as muriçocas coma um pedaço da tabica que eu vou cuidar do assunto.
Iapôis – agradeceu Penha meia borocoxô.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Fidel.
A doutrina do determinismo histórico supõe os líderes como meros agentes das mudanças. As coisas acontecem por que tinham de acontecer.
O determinismo assume muitas formas, o marxismo, por exemplo, como o determinismo de classe, o nazismo o determinismo de raça.
Não creio que essa a doutrina possa obscurecer ou mesmo apagar idéia que o indivíduo pode mudar as coisas.
Houvesse Adolfo Hitler sido morto num dos atentados que sofreu, se Lênin tivesse morrido durante a Primeira Guerra Mundial, Winston Churchill houvesse sido assassinado em 1931 ou Franklin Roosevelt, em 1933, o século XX teria sido o que foi?
Certamente que não. Insisto que o homem pode mudar as coisas. É o livre arbítrio contrapondo-se à idéia do determinismo histórico.
Daí sobressai-se o papel dos líderes.
A liderança pode melhorar ou piorar a História.
Alguns líderes foram responsáveis por loucuras mais extravagantes e por crimes monstruosos como o líder do cangaço Lampião. Outros foram vitais em conquistas da humanidade, como liberdade individual, a tolerância racial e religiosa, a justiça social e o respeito pelos direitos humanos.
Que dizer de Fidel Castro neste contexto?
Por mais que se exponha ao crivo de seus contestadores não se pode negar o papel importante exercido pelo líder de Serra Maestra na luta pela independência política de Cuba.
Cuba amargara uma sucessão de desmandos administrativos e corrupção protagonizada sucessivamente por Fulgêncio Batista, Ramón Grau San Martin e Carlos Prío Socarrás. Novamente, por um golpe de estado, Batista retoma o poder. Cuba saiu de uma democracia corrupta para uma ditadura corrupta.
Em 1959 o poder em Cuba foi posto nas mãos de um grupo de jovens revolucionários liderado por Fidel agora com 32 anos de idade.
A revolução Cubana não transformou apenas a estrutura política econômica de Cuba, mas também mudou o padrão de vida da população. Afetou profundamente alguns aspectos da vida cubana, como a pobreza, a saúde pública e o analfabetismo alterando radicalmente o quadro deprimente instalado.
Fidel fez da educação uma das mais importantes prioridades revolucionárias.
A saúde foi outro aspecto que melhorou notavelmente depois da revolução.
A expectativa de vida dos cubanos elevou-se de 57 anos, para 73,5 anos entre 1958 e 1983. Registrou-se uma enorme queda nos índices de mortalidade infantil.
Para não dizer que tudo foi flores no período revolucionário a principal deficiência da Revolução foi a falta de liberdade política.
Após 49 anos no poder, em 19 de fevereiro de 2008, Fidel Alejandro Castro Ruz, renunciou o cargo de presidente de Cuba e à chefia do Partido Comunista Cubano sendo sucedido por seu irmão mais jovem Raúl Castro.
A história julgará sua liderança.
O determinismo assume muitas formas, o marxismo, por exemplo, como o determinismo de classe, o nazismo o determinismo de raça.
Não creio que essa a doutrina possa obscurecer ou mesmo apagar idéia que o indivíduo pode mudar as coisas.
Houvesse Adolfo Hitler sido morto num dos atentados que sofreu, se Lênin tivesse morrido durante a Primeira Guerra Mundial, Winston Churchill houvesse sido assassinado em 1931 ou Franklin Roosevelt, em 1933, o século XX teria sido o que foi?
Certamente que não. Insisto que o homem pode mudar as coisas. É o livre arbítrio contrapondo-se à idéia do determinismo histórico.
Daí sobressai-se o papel dos líderes.
A liderança pode melhorar ou piorar a História.
Alguns líderes foram responsáveis por loucuras mais extravagantes e por crimes monstruosos como o líder do cangaço Lampião. Outros foram vitais em conquistas da humanidade, como liberdade individual, a tolerância racial e religiosa, a justiça social e o respeito pelos direitos humanos.
Que dizer de Fidel Castro neste contexto?
Por mais que se exponha ao crivo de seus contestadores não se pode negar o papel importante exercido pelo líder de Serra Maestra na luta pela independência política de Cuba.
Cuba amargara uma sucessão de desmandos administrativos e corrupção protagonizada sucessivamente por Fulgêncio Batista, Ramón Grau San Martin e Carlos Prío Socarrás. Novamente, por um golpe de estado, Batista retoma o poder. Cuba saiu de uma democracia corrupta para uma ditadura corrupta.
Em 1959 o poder em Cuba foi posto nas mãos de um grupo de jovens revolucionários liderado por Fidel agora com 32 anos de idade.
A revolução Cubana não transformou apenas a estrutura política econômica de Cuba, mas também mudou o padrão de vida da população. Afetou profundamente alguns aspectos da vida cubana, como a pobreza, a saúde pública e o analfabetismo alterando radicalmente o quadro deprimente instalado.
Fidel fez da educação uma das mais importantes prioridades revolucionárias.
A saúde foi outro aspecto que melhorou notavelmente depois da revolução.
A expectativa de vida dos cubanos elevou-se de 57 anos, para 73,5 anos entre 1958 e 1983. Registrou-se uma enorme queda nos índices de mortalidade infantil.
Para não dizer que tudo foi flores no período revolucionário a principal deficiência da Revolução foi a falta de liberdade política.
Após 49 anos no poder, em 19 de fevereiro de 2008, Fidel Alejandro Castro Ruz, renunciou o cargo de presidente de Cuba e à chefia do Partido Comunista Cubano sendo sucedido por seu irmão mais jovem Raúl Castro.
A história julgará sua liderança.
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