Não sei se traído pela memória ou por não ser muito adepto das comemorações aos dias disso dia daquilo, esqueci de manifestar-me no dia das mães.
A cobrança da minha mulher foi imediata com direito a replay.
Argumento que prefiro homenageá-la todo dia e não somente nos dias das mães. Pelo visto a explicação não surtiu efeito.
A propósito dessas comemorações me dei conta de uma curiosa cultura inútil.
Pra tudo quanto é atividade existe um dia do ano específico para sua homenagem e comemoração.
Dia dos pais, dia das mães, dia do Índio, dia do soldado, dia da mentira, dia da sogra, dia do engenheiro, do estudante, dia do médico, dia da Independência, dia das bruxas, dia do orgulho gay, dia do hetero, dia da mulher, dia do livro, dia do amigo, dos nerds, dia dos namorados, dia do professor, dia da uva, dia da saudade, dia da árvore, dia da colheita, dia da consciência negra, dia da amizade.
Contabilizando-se todos os eventos facilmente se constata que existem muitas homenagens para poucos dias.
Existem umas corruptelas não incluídas nesse contexto dia D, dia do Fico, dia de Cão.
Infere-se que deve haver um compartilhamento. Isto é, o gay divide suas homenagens com o hetero, a mentira com o amigo, a independência com a mulher, ação de graças com o professor, os nerds com o estudante, as bruxas com a sogra e por ai vai.
Vou parar por aqui para um ligeiro descanso que amanhã é sexta, dia de embalo.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Faça sua parte.
Algumas vezes assistimos a reação popular com objetivo de efetuar mudanças de ordem social ou política.
Assim foi com o movimento das Diretas Já, dos caras pintadas, e outros.
Recentemente participamos ativamente das manifestações do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) de apoio ao Projeto Ficha Limpa.
Foi um movimento autêntico que culminou com a votação vitoriosa do Projeto nas duas casas legislativas. Demonstrou mais uma vez que o povo unido jamais será vencido, como dizia o saudoso Tancredo Neves.
Em todos os recantos do País houve uma reação em massa e conseguiu-se a adesão de mais de 1,6 milhões de eleitores.
O Projeto aprovado na Câmara e no Senado e vai agora à sanção presidencial.
Entretanto, como soe acontecer com as medidas de moralização, políticos inescrupulosos e prejudicados com o novo dispositivo tentam inviabilizar a Lei com toda espécie de subterfúgio.
Paira um no ar um sentimento de frustração que rodeia a sociedade indignada.
Juristas a serviço da corrupção tentam de todas as formas encontrar uma maneira de ludibriar a Lei isentando os fichas sujas.
A bola da vez é a questão da flexão verbal utilizada no texto da Lei.
Pelo amor de Deus a questão não é gramatical. É uma questão de ética.
Assim como a sociedade organizada teve a iniciativa da proposição não pode admitir, de forma alguma, que a vaca vá pro brejo. Temos que unir as mesmas forças populares e lutar pela moralidade evitando que se transforme a Lei do Ficha Limpa em mais uma lei que não deu certo.
Cada um de nós tem a responsabilidade patriótica de levantar essa bandeira manifestando-se através dos meios de comunicação e de pressão junto aos nossos parlamentares.
Não se omita, faça sua parte.
Assim foi com o movimento das Diretas Já, dos caras pintadas, e outros.
Recentemente participamos ativamente das manifestações do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) de apoio ao Projeto Ficha Limpa.
Foi um movimento autêntico que culminou com a votação vitoriosa do Projeto nas duas casas legislativas. Demonstrou mais uma vez que o povo unido jamais será vencido, como dizia o saudoso Tancredo Neves.
Em todos os recantos do País houve uma reação em massa e conseguiu-se a adesão de mais de 1,6 milhões de eleitores.
O Projeto aprovado na Câmara e no Senado e vai agora à sanção presidencial.
Entretanto, como soe acontecer com as medidas de moralização, políticos inescrupulosos e prejudicados com o novo dispositivo tentam inviabilizar a Lei com toda espécie de subterfúgio.
Paira um no ar um sentimento de frustração que rodeia a sociedade indignada.
Juristas a serviço da corrupção tentam de todas as formas encontrar uma maneira de ludibriar a Lei isentando os fichas sujas.
A bola da vez é a questão da flexão verbal utilizada no texto da Lei.
Pelo amor de Deus a questão não é gramatical. É uma questão de ética.
Assim como a sociedade organizada teve a iniciativa da proposição não pode admitir, de forma alguma, que a vaca vá pro brejo. Temos que unir as mesmas forças populares e lutar pela moralidade evitando que se transforme a Lei do Ficha Limpa em mais uma lei que não deu certo.
Cada um de nós tem a responsabilidade patriótica de levantar essa bandeira manifestando-se através dos meios de comunicação e de pressão junto aos nossos parlamentares.
Não se omita, faça sua parte.
sábado, 22 de maio de 2010
Os que foram ou os que forem.
“No princípio era o Verbo. Depois, veio o sujeito e os outros predicados: os objetos, os adjuntos, os complementos, os agentes, essas coisas. E Deus ficou contente. Era a primeira oração.” (Eno Teodoro Wanke)
Na religião verbo significa a sabedoria eterna, agora, aqui entre nós, ele o verbo, é o grande vilão da história.
Retomando o comentário sobre a eficácia da Lei Ficha Limpa acho que acertei na mosca.
Os subterfúgios estão tomando forma muito antes do esperado.
Agora é o tempo do verbo posto no texto da Lei. Questiona-se a intenção dos legisladores quanto à flexão usada. Particípio passado ou futuro do subjuntivo?
To be or not to be that is the question.
A dúvida Shakespeariana da lugar à nova questão:
“Os que foram...” ou “Os que forem...” Isto nos leva a uma conjectura surrealista.
A natureza do crime é temporal.
Isto é se o delito foi praticado ontem é aceitável e permitido se for praticado a partir de hoje é passível de pena.
Tudo aconteceu num curto trajeto burocrático entre o côncavo e o convexo. Isto é, entre a Câmara e o Senado o Projeto sofreu modificações no texto original.
Não foram emendas substantivas, mas o suficiente para anexar dúvidas na interpretação da Lei.
Tudo ardilosamente engendrado para sacanear a paciência de todo mundo e confundir a opinião pública.
É o resultado de quem legisla em causa própria.
Como disse o ex-ministro e consagrado constitucionalista Torquato Jardim a lei eleitoral é o único elo do Direito onde as normas são elaboradas por seus próprios destinatários.
É a raposa tomando conta do galinheiro.
Por esta razão a lei é um placebo. Um engodo coletivo maquiavelicamente urdido para enganar a sociedade.
O verbo IR, coitado, já tido como verbo anômalo por apresentar profundas irregularidades, será um dos veículos coadjuvantes de transformação da lei em pizza.
Os juristas debruçados nesse imbróglio certamente dele irão obter valiosíssima munição para suas orgias processuais. Abre-se outra vereda para perpetuação da impunidade.
Que coisa louca.
Fui!
Na religião verbo significa a sabedoria eterna, agora, aqui entre nós, ele o verbo, é o grande vilão da história.
Retomando o comentário sobre a eficácia da Lei Ficha Limpa acho que acertei na mosca.
Os subterfúgios estão tomando forma muito antes do esperado.
Agora é o tempo do verbo posto no texto da Lei. Questiona-se a intenção dos legisladores quanto à flexão usada. Particípio passado ou futuro do subjuntivo?
To be or not to be that is the question.
A dúvida Shakespeariana da lugar à nova questão:
“Os que foram...” ou “Os que forem...” Isto nos leva a uma conjectura surrealista.
A natureza do crime é temporal.
Isto é se o delito foi praticado ontem é aceitável e permitido se for praticado a partir de hoje é passível de pena.
Tudo aconteceu num curto trajeto burocrático entre o côncavo e o convexo. Isto é, entre a Câmara e o Senado o Projeto sofreu modificações no texto original.
Não foram emendas substantivas, mas o suficiente para anexar dúvidas na interpretação da Lei.
Tudo ardilosamente engendrado para sacanear a paciência de todo mundo e confundir a opinião pública.
É o resultado de quem legisla em causa própria.
Como disse o ex-ministro e consagrado constitucionalista Torquato Jardim a lei eleitoral é o único elo do Direito onde as normas são elaboradas por seus próprios destinatários.
É a raposa tomando conta do galinheiro.
Por esta razão a lei é um placebo. Um engodo coletivo maquiavelicamente urdido para enganar a sociedade.
O verbo IR, coitado, já tido como verbo anômalo por apresentar profundas irregularidades, será um dos veículos coadjuvantes de transformação da lei em pizza.
Os juristas debruçados nesse imbróglio certamente dele irão obter valiosíssima munição para suas orgias processuais. Abre-se outra vereda para perpetuação da impunidade.
Que coisa louca.
Fui!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Acorrentado.
A manifestação de incentivo com palavras de ordem e aplauso partia do terceiro andar do prédio em frente ao que estacionei.
Num final de tarde no início da semana que passou estacionei meu carro em frente a uma clínica, em Manaíra.
O proprietário do estabelecimento costuma, ao final do expediente, fechar a frente da clínica, na calçada, com grades de ferro removíveis. Não sei até que ponto esta prática é consentida pelo código de postura municipal.
Meu carro impediu a colocação de uma dessas grades. Um empregado da clínica encarregado dessa operação talvez frustrado e incomodado com a posição do meu veículo reagiu estabanadamente.
Simplesmente utilizou uma corrente de ferro e entrelaçou-a envolvendo várias partes do meu veículo, pelas rodas, pelo eixo e outros componentes impedindo qualquer movimento, para frente ou para trás
Não estou bem certo se a forma como estacionei infringiu alguma norma ou direito de terceiros, mas mesmo que eu estivesse errado isto não dava o direito ao empregado de agir como fez. No mínimo ele deveria investigar junto aos vizinhos sobre a propriedade do veículo.
Tentei de várias formas me livrar das amarras que estavam presas ao veículo por dois cadeados. Até pensei talvez chamar a polícia. De pronto desisti desse propósito pensando no tempo que levaria para a chegada dos policiais. Depois de várias tentativas fracassadas consegui um martelo e pude abrir os cadeados e assim me safar.
Resultou que fomos constrangidos eu e minha mulher, durante várias horas impedidos de retornar para casa , foi ameaçada a integridade física do veículo, me foi subtraído, embora temporariamente, meu direito constitucional de ir e vir.
Tudo tão somente fruto da arbitrariedade e da insensatez. Imagino que o empregado agiu sob orientação de seus patrões.
É curioso como certas pessoas fazem as próprias leis ignorando o direito alheio e considerando-se acima da razão acham que podem julgar e punir.
Desconfio que esse caso poderia acolher uma reclamação judicial pelos transtornos passados mas resolvi fazer vista grossa.
O incentivo demonstrado pela moradora do prédio aplaudindo minha reação induz à dedução que não era esta a primeira ocorrência e que aquele absurdo foi praticado outras vezes.
Engrossa o elenco de coisas proibidas e atropelos no trânsito. Agora temos de cuidar de mais uma proibição.
Não bastam os flanelinhas, os que se apossam das zonas de estacionamento da cidade como se delas proprietários fossem, sem falar na azul editada pela administração municipal, os malabaristas dos semáforos, os distribuidores de folders de propaganda, há que se cuidar agora dos donos das calçadas.
Haja saco!
Num final de tarde no início da semana que passou estacionei meu carro em frente a uma clínica, em Manaíra.
O proprietário do estabelecimento costuma, ao final do expediente, fechar a frente da clínica, na calçada, com grades de ferro removíveis. Não sei até que ponto esta prática é consentida pelo código de postura municipal.
Meu carro impediu a colocação de uma dessas grades. Um empregado da clínica encarregado dessa operação talvez frustrado e incomodado com a posição do meu veículo reagiu estabanadamente.
Simplesmente utilizou uma corrente de ferro e entrelaçou-a envolvendo várias partes do meu veículo, pelas rodas, pelo eixo e outros componentes impedindo qualquer movimento, para frente ou para trás
Não estou bem certo se a forma como estacionei infringiu alguma norma ou direito de terceiros, mas mesmo que eu estivesse errado isto não dava o direito ao empregado de agir como fez. No mínimo ele deveria investigar junto aos vizinhos sobre a propriedade do veículo.
Tentei de várias formas me livrar das amarras que estavam presas ao veículo por dois cadeados. Até pensei talvez chamar a polícia. De pronto desisti desse propósito pensando no tempo que levaria para a chegada dos policiais. Depois de várias tentativas fracassadas consegui um martelo e pude abrir os cadeados e assim me safar.
Resultou que fomos constrangidos eu e minha mulher, durante várias horas impedidos de retornar para casa , foi ameaçada a integridade física do veículo, me foi subtraído, embora temporariamente, meu direito constitucional de ir e vir.
Tudo tão somente fruto da arbitrariedade e da insensatez. Imagino que o empregado agiu sob orientação de seus patrões.
É curioso como certas pessoas fazem as próprias leis ignorando o direito alheio e considerando-se acima da razão acham que podem julgar e punir.
Desconfio que esse caso poderia acolher uma reclamação judicial pelos transtornos passados mas resolvi fazer vista grossa.
O incentivo demonstrado pela moradora do prédio aplaudindo minha reação induz à dedução que não era esta a primeira ocorrência e que aquele absurdo foi praticado outras vezes.
Engrossa o elenco de coisas proibidas e atropelos no trânsito. Agora temos de cuidar de mais uma proibição.
Não bastam os flanelinhas, os que se apossam das zonas de estacionamento da cidade como se delas proprietários fossem, sem falar na azul editada pela administração municipal, os malabaristas dos semáforos, os distribuidores de folders de propaganda, há que se cuidar agora dos donos das calçadas.
Haja saco!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Unanimidade no Senado.
Setenta e seis a zero. Unanimidade!
Foi esse o resultado da votação do projeto chamado “Ficha Limpa” ontem à noite no Senado Federal.
O Projeto Ficha Limpa surgiu de uma iniciativa da sociedade através do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) que reuniu mais de 1,6 milhões de assinaturas de eleitores, a partir de Setembro do ano passado.
A experiência e a prudência nos advertem que ainda não há motivo para comemoração.
Na prática, para que se produzam os efeitos legais, é necessário que se tenha com clareza as respostas a algumas indagações.
Qual o verdadeiro alcance e abrangência dessa nova Lei?
Produzirá efeito já nesta eleição?
Será que é pra valer? Afinal quantas Leis inócuas existem neste País.
Será que os 38% dos Senadores com processos na Justiça vão ser penalizados agora.
Só acredito vendo.
Ainda temos de enfrentar a nova fase do "jus esperniandi".
Choverá dezenas de sofismas e casuísmos.
É inconstitucional...Não pode ser aplicada nesta eleição...Só pode atingir quem tiver sentença passada em julgado...Não pode isso, não pode aquilo...
Não faltarão argumentos. Afinal para que servem os advogados.
Não me causará nenhuma surpresa se aparecer um advogado “Bombril” que encontre remédios jurídicos para limpar as fichas dos prejudicados com processos na justiça.
Os movimentos de defesa e tentativa de escapar dos rigores da nova Lei á começam a se esboçar e cada jurista tem uma interpretação diferente de quando ela começará a vigorar.
Os réus respiram aliviados.
Nem todo Napoleão tem uma Waterloo.
Vamos pagar pra ver.
Foi esse o resultado da votação do projeto chamado “Ficha Limpa” ontem à noite no Senado Federal.
O Projeto Ficha Limpa surgiu de uma iniciativa da sociedade através do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) que reuniu mais de 1,6 milhões de assinaturas de eleitores, a partir de Setembro do ano passado.
A experiência e a prudência nos advertem que ainda não há motivo para comemoração.
Na prática, para que se produzam os efeitos legais, é necessário que se tenha com clareza as respostas a algumas indagações.
Qual o verdadeiro alcance e abrangência dessa nova Lei?
Produzirá efeito já nesta eleição?
Será que é pra valer? Afinal quantas Leis inócuas existem neste País.
Será que os 38% dos Senadores com processos na Justiça vão ser penalizados agora.
Só acredito vendo.
Ainda temos de enfrentar a nova fase do "jus esperniandi".
Choverá dezenas de sofismas e casuísmos.
É inconstitucional...Não pode ser aplicada nesta eleição...Só pode atingir quem tiver sentença passada em julgado...Não pode isso, não pode aquilo...
Não faltarão argumentos. Afinal para que servem os advogados.
Não me causará nenhuma surpresa se aparecer um advogado “Bombril” que encontre remédios jurídicos para limpar as fichas dos prejudicados com processos na justiça.
Os movimentos de defesa e tentativa de escapar dos rigores da nova Lei á começam a se esboçar e cada jurista tem uma interpretação diferente de quando ela começará a vigorar.
Os réus respiram aliviados.
Nem todo Napoleão tem uma Waterloo.
Vamos pagar pra ver.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
CERTO OU ERRADO
Quanto esforço não se faz para fazer ou dizer a coisa certa.
Mas o que é que é certo e por quê?
O que é certo hoje pode não ser amanhã.
Como a moda certos conceitos e tabus de repente se transmutam e o que era pecado passa a ser virtude.
Uma conduta hoje aqui condenável amanhã passa a ser aceitável pela sociedade.
A questão da dieta alimentar por exemplo, é pródiga nesses assuntos. Certos hábitos alimentares contestados por muitos anos de repente passam a ser recomendados pelos nutricionistas.
A ciência evolui, os costumes sofrem influências da globalização e os hábitos se transmutam.
É a roda viva do universo a metamorfose da gênese.
A sociedade de consumo está cheia de regras de comportamento e indicadores que definem o status social, desde a maneira de vestir, as marcas dos bens de consumo, a quantidade de cartões de crédito, tudo endereçado para realçar o supérfluo.
AS coisas importantes são renegadas a segundo plano.
Há também inevitáveis cobranças quanto às habilidades e acessórios culturais de cada indivíduo.
Que língua estrangeira você fala? Quais softwares você domina? Qual seu desempenho nas caminhadas? Qual seu vinho preferido? Você já fez análise?
Se não tiver uma resposta que satisfaça ao interlocutor você corre o risco de ser considerado um extraterrestre.
Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos.
Ninguém é obrigado a gostar de comida japonesa nem a ter uma vida sem carboidratos.
A opinião dos outros é deles. Faça o que como lhe dita a consciência, cuidado com os limites da ética e do bom senso.
Para ser autêntico é preciso exorcizar régua e compasso.
Mas o que é que é certo e por quê?
O que é certo hoje pode não ser amanhã.
Como a moda certos conceitos e tabus de repente se transmutam e o que era pecado passa a ser virtude.
Uma conduta hoje aqui condenável amanhã passa a ser aceitável pela sociedade.
A questão da dieta alimentar por exemplo, é pródiga nesses assuntos. Certos hábitos alimentares contestados por muitos anos de repente passam a ser recomendados pelos nutricionistas.
A ciência evolui, os costumes sofrem influências da globalização e os hábitos se transmutam.
É a roda viva do universo a metamorfose da gênese.
A sociedade de consumo está cheia de regras de comportamento e indicadores que definem o status social, desde a maneira de vestir, as marcas dos bens de consumo, a quantidade de cartões de crédito, tudo endereçado para realçar o supérfluo.
AS coisas importantes são renegadas a segundo plano.
Há também inevitáveis cobranças quanto às habilidades e acessórios culturais de cada indivíduo.
Que língua estrangeira você fala? Quais softwares você domina? Qual seu desempenho nas caminhadas? Qual seu vinho preferido? Você já fez análise?
Se não tiver uma resposta que satisfaça ao interlocutor você corre o risco de ser considerado um extraterrestre.
Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos.
Ninguém é obrigado a gostar de comida japonesa nem a ter uma vida sem carboidratos.
A opinião dos outros é deles. Faça o que como lhe dita a consciência, cuidado com os limites da ética e do bom senso.
Para ser autêntico é preciso exorcizar régua e compasso.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Custo Brasil
Maria Dulce Carneiro é uma amiga que conheci quando trabalhei na Secretaria de Infra Estrutura. Uma pessoa humana de muitas qualidades e de um senso de humor contagiante.
Uma pessoa muito ligada às coisas importantes que acontecem no nosso dia a dia.
Sempre que recebo uma mensagem com sua assinatura de pronto mando ver, pois tenho certeza que é assunto interessante.
Ontem foi um vídeo do Bom Dia Brasil relatando o custo de nossos parlamentares.
Agente sabe, mas não quer lembrar é o caso, por exemplo, de um Senador da República nos custar 33 milhões de Reais por ano ou um Deputado Federal 6,6 milhões de Reais.
Houvesse uma reciprocidade na relação custo benefício ainda vá lá. O pior é que toda essa dinheirama vai custear os acordos escusos, as negociatas do orçamento, os mensalões, e por ai vai.
Não bastam as dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas ainda somos penalizados com estas despesas absurdas que se somam a outras mazelas para aumentar o chamado “Custo Brasil” que encarece os investimentos, dificultam o desenvolvimento e aumentam o desemprego e o trabalho informal.
Nossa Câmara Municipal é composta por 21vereadores. O custo médio mensal desse parlamento mirim, de acordo com as informações inseridas no site da própria Câmara é da ordem de 1,5 milhões por mês. Infere-se que para manter a Casa Epitácio Pessoa o pessoense dispende cerca de 80 mil Reais por mês por cada parlamentar.
Satisfeito?
Uma pessoa muito ligada às coisas importantes que acontecem no nosso dia a dia.
Sempre que recebo uma mensagem com sua assinatura de pronto mando ver, pois tenho certeza que é assunto interessante.
Ontem foi um vídeo do Bom Dia Brasil relatando o custo de nossos parlamentares.
Agente sabe, mas não quer lembrar é o caso, por exemplo, de um Senador da República nos custar 33 milhões de Reais por ano ou um Deputado Federal 6,6 milhões de Reais.
Houvesse uma reciprocidade na relação custo benefício ainda vá lá. O pior é que toda essa dinheirama vai custear os acordos escusos, as negociatas do orçamento, os mensalões, e por ai vai.
Não bastam as dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas ainda somos penalizados com estas despesas absurdas que se somam a outras mazelas para aumentar o chamado “Custo Brasil” que encarece os investimentos, dificultam o desenvolvimento e aumentam o desemprego e o trabalho informal.
Nossa Câmara Municipal é composta por 21vereadores. O custo médio mensal desse parlamento mirim, de acordo com as informações inseridas no site da própria Câmara é da ordem de 1,5 milhões por mês. Infere-se que para manter a Casa Epitácio Pessoa o pessoense dispende cerca de 80 mil Reais por mês por cada parlamentar.
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