Escute os noticiários radiofônicos, leia os jornais, as revistas, veja os programas televisivos, qualquer que seja o meio de comunicação a notícia preponderante é aquela relacionada com a violência urbana e os atos de corrupção.
A cada dia cresce o rol dos registros policiais envolvendo crimes contra a pessoa e contra o patrimônio público.
A bandidagem aumenta em progressão geométrica aperfeiçoando seu “modus operandi” e fortalecendo continuamente o poder paralelo.
É realmente preocupante o ambiente de convivência, na atualidade, em qualquer esfera social. Crimes hediondos de toda sorte são perpetrados impunemente e acontecem com tanta freqüência que já não causam mais espécie nem indignação.
O senso crítico coletivo cansou com a inversão de valores e o êxito alcançado pelas nulidades.
Os predicados e atributos de moralidade e ética foram substituídos pela “Lei de Gerson” aquela de levar vantagem em tudo.
O pacto social e as instituições como a família, o casamento estão ameaçados de extinção.
A união marital de homossexuais pode resultar numa queda do crescimento populacional.
Um almanaque surrealista retrata as mazelas sociais recheado de ilícitos cometidos por autoridades, religiosos, militares, profissionais liberais. Não se pode confiar mais em nada nem em ninguém. O cidadão comum é um órfão desprotegido perdido no caos sem ter a quem apelar.
Diante desse cenário as perspectivas de futuro são assustadoras, sobretudo porque não se vislumbra uma saída.
A mudança só será possível acontecer com investimentos maciços na educação.
De nada adianta os rigores das leis nem os aparatos policiais. Tudo se resume numa mudança de atitude e de comportamento. Ou seja, há que se investir nas novas gerações com eficientes programas educacionais para que se consiga alcançar uma sociedade justa, saudável e igualitária.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Sebastião Matias
Hoje faço uma homenagem a um artista plástico que vive no anonimato que apelidei de o artesão do Cariri.
SEBASTIÃO MATIAS
Uma sobrinha de praia desbotada, uma pequena mesa tosca de metal protegendo alguns toros de imburana bruta e seca encimada por diversas esculturas talhadas na madeira compõem o atelier e a moradia de Sebastião Matias.
Ali naquele arremedo de habitação vive com a mulher Maria.
Quem é Sebastião Matias?
Sebastião Matias é um escultor, um autodidata da escultura em madeira.
Filho dos Agricultores Manuel José Cordeiro e Francisca Matias, nasceu no sítio Capim Grosso, no município de Itaporanga, no dia 19 de agosto de 1950.
Escolaridade?
Responde com certo desdém: Nunca freqüentei uma escola.
Sabe apenas assinar o nome, o suficiente para tirar o título de eleitor.
De comportamento nômade morou em várias cidades do Sertão e do Cariri, Patos, Juazeiro de Padre Cícero, Campina Grande, Juazeirinho e agora em João Pessoa.
A primeira infância se passou no sítio onde nasceu e aos 10 anos descobriu que tinha pendores para a arte de talhar a madeira.
É diabético, canhoto e tem uma perna amputada.
Como aconteceu? pergunto com certo receio.
Descuido. Me descuidei e aconteceu, tive que amputar quando eu tinha 54 anos.
Hoje estou com 58 anos sou católico, temente a Deus e espero pouca coisa na vida, pelo menos uma casa para morar.
Sou casado há 20 anos com essa mesma mulher Maria.
Com ela tenho dois filhos, Danilo e Sebastião.
Sebastião (filho) está começando a trabalhar a madeira, leva jeito.
Esse cavalo marinho é dele, o golfinho é dele, o tubarão é dele, essa mãozinha segurando o coração é dele. Aponta as peças expostas sobre a mesa junto com outras de suas produções.
Sebastião (filho) se encanta com os seres vivos e natureza, eu exploro mais as formas curvas dos corpos humanos e imagens do santos. Danilo não quer saber de nada. Está na escola, por enquanto, também tem só 13 anos.
A quem quiser seguir esta profissão eu diria que precisa ter muita perseverança e se conscientizar que não vai trilhar uma estrada de rosas, mas vai encontrar muitos espinhos e experimentar muitas dificuldades.
No fundo no fundo compensa quando vejo a obra concluída e sendo objeto de admiração.
Não tenho pretensão de divulgar nenhuma mensagem em minhas obras nem seguir nem fazer escola, vou esculpindo e improvisando. Não projeto minhas peças, vou entalhando a madeira de acordo com o que ela sugere no seu estado natural e só Deus sabe o que vai ser no final.
Não sei precisar até hoje quantas peças produzi. Sei que foram muitas, milhares.
Sempre uso a imburana que me é fornecida por um amigo de Juazeirinho. Acho melhor de trabalhar.
Em média levo uma semana para talhar uma peça de tamanho médio como esta – aponta uma pequena estatueta de aproximadamente 30 cm de altura e pouca complexidade espacial.
Muitas delas estão no Japão, na Alemanha, na França e em Portugal.
Meus maiores clientes são estrangeiros.
A maior que produzi foi comprada por Burity e está exposta no Mercado de Artesanato, em Tambaú, custou 6.000 cruzeiros.
A segunda peça de maior valor quem comprou foi um Francês que a levou para Paris custou 4.000 cruzeiros.
Não recebi ajuda nenhuma de nenhum governo.
Até hoje não tenho uma casa para morar.
O Governador Cássio tem demonstrado que quer ajudar aos artistas da terra, mas parece que certas pessoas ao seu redor não apresentam a mesma vontade a não ser sua mulher D. Silvia que tem dado muita atenção aos artesãos.
Acho ruim por que ele está recebendo muita pressão do outro que foi governador. Acho que é inveja e não querem que ele trabalhe direito do jeito que ele sabe e cresça como merece.
Gostaria muito de poder um dia conversar com ele (Cássio) e dizer isso e também pra ver se eu consigo uma casinha aqui em João Pessoa, ali no Renascer, quem sabe??!!
Sebastião protagoniza a história de muitos artesãos paraibanos que esbanjam talento, mas vivem no anonimato a espera de uma oportunidade.
(Este material foi coletado por Maurício Montenegro no dia 25 de Novembro de 2007 e está sendo reproduzido com autorização do entrevistado).
quarta-feira, 16 de março de 2011
Ociosidade
Às vezes tenho vontade de escrever um livro, não por satisfação pessoal ou uma manifestação do inconsciente, mas por necessidade de preencher o tempo. Criar um mecanismo de defesa contra o lado nefasto da ociosidade.
Não ter o que fazer é uma das piores coisas do mundo e ter criatividade para preencher os minutos de cada hora é um desafio que muitos não conseguem e se entregam a um “laisser faire” como diria Sarkozy , ou “Dolce far niente” falando como Berlusconi.
A ociosidade é um caminho curto com endereço certo para o desequilíbrio emocional e para a loucura.
Daí escrevo o que me vem à tona, mesmo sem nexo. Sei que parece uma coisa meio idiota quando visto por quem ainda não identificou o problema. A questão da comunicação, de se ter o que fazer, de sentir-se útil. Quando esgotarem-se todas alternativas de ocupação eleja uma futilidade como seu campo de ação.
Lembra daquele filme com Tom Hanks que passou dias e dias como náufrago numa ilha deserta? Lembram-se qual foi sua saída para o isolamento? Foi aquela bola de vôlei que ele nomeou como Wilson. Conversava com ela horas e horas como se fosse um ente vivo. Era sua válvula de escape para sanear a mente e equilibrar seu cosmos.
Muito interessante seria como pensou o fabuloso e genial Chaplin numa hipótese traduzida no cinema na película “O curioso caso de Benjamin Button”. Sua existência teria começo no fim da terceira idade e daí em diante você iria remoçando ano a ano até tudo acabar num grande orgasmo.
Não ter o que fazer é uma das piores coisas do mundo e ter criatividade para preencher os minutos de cada hora é um desafio que muitos não conseguem e se entregam a um “laisser faire” como diria Sarkozy , ou “Dolce far niente” falando como Berlusconi.
A ociosidade é um caminho curto com endereço certo para o desequilíbrio emocional e para a loucura.
Daí escrevo o que me vem à tona, mesmo sem nexo. Sei que parece uma coisa meio idiota quando visto por quem ainda não identificou o problema. A questão da comunicação, de se ter o que fazer, de sentir-se útil. Quando esgotarem-se todas alternativas de ocupação eleja uma futilidade como seu campo de ação.
Lembra daquele filme com Tom Hanks que passou dias e dias como náufrago numa ilha deserta? Lembram-se qual foi sua saída para o isolamento? Foi aquela bola de vôlei que ele nomeou como Wilson. Conversava com ela horas e horas como se fosse um ente vivo. Era sua válvula de escape para sanear a mente e equilibrar seu cosmos.
Muito interessante seria como pensou o fabuloso e genial Chaplin numa hipótese traduzida no cinema na película “O curioso caso de Benjamin Button”. Sua existência teria começo no fim da terceira idade e daí em diante você iria remoçando ano a ano até tudo acabar num grande orgasmo.
domingo, 13 de março de 2011
Praia Bela
Muitas barraquinhas oferecendo frutos do mar e bebidas geladas com preços acessíveis e serviço elogiável.Tendas para guarda dos veículos.
Passeio de canoa e caiaque (R$5,00 por 30 minutos)
Vale a pena conferir.
![]() |
Ontem, juntamente com o amigo Anibal, passei o dia em Praia Bela, no litoral Sul, logo após Tambaba.
O lugar é belíssimo, realmente paradisíaco. Fica aproximadamente a uns trinta minutos de João Pessoa.Muitas barraquinhas oferecendo frutos do mar e bebidas geladas com preços acessíveis e serviço elogiável.Tendas para guarda dos veículos.
Passeio de canoa e caiaque (R$5,00 por 30 minutos)
Vale a pena conferir.
Ode ao numeral
Hoje acordei e ainda meio sonolento escrevi esta
brincadeirinha para seu deleite.
6,7 e 8.
O seis é de Satanás
O sete de mentiroso
Nessa conta digo mais
Prá não ficar duvidoso
O oito que vive em pé
Se um dia fica deitado
Ele vira o infinito
Fica muito mais bonito
Como um corpo de mulher
brincadeirinha para seu deleite.
6,7 e 8.
O seis é de Satanás
O sete de mentiroso
Nessa conta digo mais
Prá não ficar duvidoso
O oito que vive em pé
Se um dia fica deitado
Ele vira o infinito
Fica muito mais bonito
Como um corpo de mulher
quarta-feira, 2 de março de 2011
Aeroclube - Audiência pública.
Na noite de ontem, no auditório da Cidade Viva, aconteceu uma audiência pública para discutir a questão de implantação, pela Prefeitura Municipal, do Parque Cidade na área ocupada pelo Aeroclube da Paraiba.
Tenho experiência própria de outros eventos e plena ciência de que os habitantes desse bairro e adjacências não são mujito participativos em movimentos comunitários. Sinceramente não sei por que este jejum com coisas da coletividade. Mas ontem surpreendi-me com a audiência. O auditório com capacidade para mais de 1000 pessoas sentadas estava repleto.
Presentes o Prefeito Luciano Agra, secretários municipais, vereadores, deputados estaduais, lideres comunitários e uma expressiva representação da comunidade.
Na ocasião foi apresentado num telão alguns detalhes do que será o Parque cidade e seus equipamentos inclusive um Teatro.
A participação popular foi realmente surpreendente, com diversos questionamentos e manifestações de apoio.
Para mim resultou que o cidadão pessoense, especificamente do Bessa e adjacências, demonstrou que nesta questão do aeroclube os direitos do cidadão está acima dessa peleja jurídica entre aeroclube e Prefeitura.
Tenho experiência própria de outros eventos e plena ciência de que os habitantes desse bairro e adjacências não são mujito participativos em movimentos comunitários. Sinceramente não sei por que este jejum com coisas da coletividade. Mas ontem surpreendi-me com a audiência. O auditório com capacidade para mais de 1000 pessoas sentadas estava repleto.
Presentes o Prefeito Luciano Agra, secretários municipais, vereadores, deputados estaduais, lideres comunitários e uma expressiva representação da comunidade.
Na ocasião foi apresentado num telão alguns detalhes do que será o Parque cidade e seus equipamentos inclusive um Teatro.
A participação popular foi realmente surpreendente, com diversos questionamentos e manifestações de apoio.
Para mim resultou que o cidadão pessoense, especificamente do Bessa e adjacências, demonstrou que nesta questão do aeroclube os direitos do cidadão está acima dessa peleja jurídica entre aeroclube e Prefeitura.
terça-feira, 1 de março de 2011
Dicas & Tricas II
Segunda parte Buenos Aires.
Antes de qualquer coisa devo acrescentar que ontem me esqueci de comentar sobre um restaurante giratório em Santiago que é um verdadeiro deslumbre. Fica no bairro da Providência. Vista espetacular da cidade. Serviço nota dez e ótima comida. Compensa dar uma chegadinha. (Preços razoáveis: dois pratos + vinho =32.200 pesos chilenos = R$ 107,00)
Um lembrete o câmbio comportava-se com 1 Real = 2,23 pesos argentinos e 299,2 pesos chilenos.
Hospedamo-nos no Grand King Hotel, muito bem localizado na Rua Lavalle entre as ruas Florida e San Martin. Um bom hotel considerando o preço das diárias. Só um pequeno inconveniente é que a Lavalle é uma rua de pedestre. Para compensar a primeira esquina dista 50 metros da Portaria do hotel e os taxis podem ter acesso.
Logo após as acomodações no hotel fomos à feirinha de Santelmo onde almoçamos.
Segunda à noite fomos ao Tango Portenho. Paga-se $ 120 por pessoa sem o jantar.
Em nossa mesa tivemos a companhia um jovem casal londrino, Sofia e Jaime, ambos muito simpáticos. Sofia parecia mais uma linda Catarinense. O show muito bem o montado com excelente iluminação. Dia seguinte fomos ao passeio do Rio Tigre. Rápida parada em S. Izidro onde visitamos uma linda capela estilo gótico. Ao adentrar o distrito de Buenos Aires pode-se ver a maior favela da cidade a Favela 31, com mais de 6000 pessoas. Divisamos uma casa de madeira exposta num enorme poste metálico. Trata-se da publicidade de um programa habitacional de casas populares de uma ONG chamada “Un techo para mi País”.
O passeio de barco no delta do Tigre é muito interessante. O arquipélago é formado por mais de 1000 ilhas, todas com habitação, escolas e mercados. Nossa guia Cláudia, uma portenha espirituosíssima tornou o passeio mais agradável ainda. Paga-se $130,00 por pessoa. Saímos 09:30 e voltamos às 15:00 horas.
Na segunda feira almoço no restaurante La Chacra, na Av. Cordoba, 941. Uma casa fundada em 1976, muito bonita, decoração típica dos Pampas. Comemos um chorizo e degustamos um excelente vinho de uva Malbec “ La Linda”. E por falar na Av. Cordoba merece registro a exuberante beleza arquitetônica do edifício onde funciona a Polícia Naval localizado na esquina da Cordoba com a Florida.
Dia 15 fomos ao Abastos, precisamente no Museu Carlos Gardel. Dividimos o espaço com um grupo de crianças de um colégio local.
Ali fiquei sabendo que Alfredo Le Pera, o paulista parceiro de Gardel, morreu no mesmo acidente que vitimou Gardel mais 15 pessoas. Ao todo foram 17 pessoas carbonizadas.
Gardel voltava de um giro artístico pela América, vinha de Bogotá e ia para Cali quando um trimotor da companhia aérea S.A.C.O chocou-se com outra aeronave no aeroporto Olaya Herrera, em Medellin, Colombia.
O acidente ocorreu no dia 24 de junho de 1935.
O corpo carbonizado de Gardel só foi reconhecido pelo enorme anel de ouro e diamantes que usava na mão esquerda.
É realmente impressionante o número de fumantes em Buenos Aires. Nas ruas encontramos a todo instante jovens, adultos e idosos num fumacê geral. Muitos restaurantes apõem placas anunciando – aqui área de fumantes.
Dia seguinte participamos de uma cerimônia cívica em comemoração à independência do México, na Praça San Martin, com a presença de autoridades governamentais dos dois países, México e Argentina. Na praça um obelisco chamou-me atenção com inscrições do poeta espanhol Esteban Echeverria (1855 – 1935):
“Los escravos o los hombres sometidos al poder absoluto no tienem pátria porque la Patria no se vincula a la tierra natal sino em el libre exercício de los derechos ciudadanos.”
“Vosotros Argentinos luchas por la democracia de Mayo y vuestra causa no solo ES legitima sino t ambien santa ante los ojos de dios y de los pueblos livres Del mundo”.
“Miserables de aquellos que vacilan cuando la tirania se ceba en las entrañas de la Patria”.
Durante todo dia a TV não para de anunciar o casamento de Roberto Piazza um gay editor de modas muito prestigiado que casou na tarde de hoje com outro gay seu parceiro Walter Vásquez, com cerimônia no civil e religioso, com direito a um prolongado beijo na boca assunto ventilado e divulgado com destaque em todos os canais de TV.
No café da manhã comentei o fato com um amigo que fiz na viagem, um aguerrido gaucho, Juiz de Direito aposentado de nome Milton Foojen. Perguntei sua opinião ao que ele me retrucou: Maurício, estou adorando, só assim nascem menos argentinos – e deu uma enorme gargalhada. Brincadeirinha com todo respeito e admiração que tenho aos portenhos.
Hoje para combater o cansaço das andanças diurnas jantamos no próprio hotel. Um pollo com papas fritas e uma garrafa de vinho tinto “Pequeña Vazija”. No sec. XVIII se utilizavam pequenas quantidades de vinho em vasilhas de barro daí a origem do nome deste vinho produzido em Mendoza . No rótulo há uma imagem de uma das 4500 peças que hoje pertencem à coleção do Mundo do Vinho da Bodega La Rural.
Fim da viagem, foi bom enquanto durou.
Antes de qualquer coisa devo acrescentar que ontem me esqueci de comentar sobre um restaurante giratório em Santiago que é um verdadeiro deslumbre. Fica no bairro da Providência. Vista espetacular da cidade. Serviço nota dez e ótima comida. Compensa dar uma chegadinha. (Preços razoáveis: dois pratos + vinho =32.200 pesos chilenos = R$ 107,00)
Um lembrete o câmbio comportava-se com 1 Real = 2,23 pesos argentinos e 299,2 pesos chilenos.
Hospedamo-nos no Grand King Hotel, muito bem localizado na Rua Lavalle entre as ruas Florida e San Martin. Um bom hotel considerando o preço das diárias. Só um pequeno inconveniente é que a Lavalle é uma rua de pedestre. Para compensar a primeira esquina dista 50 metros da Portaria do hotel e os taxis podem ter acesso.
Logo após as acomodações no hotel fomos à feirinha de Santelmo onde almoçamos.
Segunda à noite fomos ao Tango Portenho. Paga-se $ 120 por pessoa sem o jantar.
Em nossa mesa tivemos a companhia um jovem casal londrino, Sofia e Jaime, ambos muito simpáticos. Sofia parecia mais uma linda Catarinense. O show muito bem o montado com excelente iluminação. Dia seguinte fomos ao passeio do Rio Tigre. Rápida parada em S. Izidro onde visitamos uma linda capela estilo gótico. Ao adentrar o distrito de Buenos Aires pode-se ver a maior favela da cidade a Favela 31, com mais de 6000 pessoas. Divisamos uma casa de madeira exposta num enorme poste metálico. Trata-se da publicidade de um programa habitacional de casas populares de uma ONG chamada “Un techo para mi País”.
O passeio de barco no delta do Tigre é muito interessante. O arquipélago é formado por mais de 1000 ilhas, todas com habitação, escolas e mercados. Nossa guia Cláudia, uma portenha espirituosíssima tornou o passeio mais agradável ainda. Paga-se $130,00 por pessoa. Saímos 09:30 e voltamos às 15:00 horas.
Na segunda feira almoço no restaurante La Chacra, na Av. Cordoba, 941. Uma casa fundada em 1976, muito bonita, decoração típica dos Pampas. Comemos um chorizo e degustamos um excelente vinho de uva Malbec “ La Linda”. E por falar na Av. Cordoba merece registro a exuberante beleza arquitetônica do edifício onde funciona a Polícia Naval localizado na esquina da Cordoba com a Florida.
Dia 15 fomos ao Abastos, precisamente no Museu Carlos Gardel. Dividimos o espaço com um grupo de crianças de um colégio local.
Ali fiquei sabendo que Alfredo Le Pera, o paulista parceiro de Gardel, morreu no mesmo acidente que vitimou Gardel mais 15 pessoas. Ao todo foram 17 pessoas carbonizadas.
Gardel voltava de um giro artístico pela América, vinha de Bogotá e ia para Cali quando um trimotor da companhia aérea S.A.C.O chocou-se com outra aeronave no aeroporto Olaya Herrera, em Medellin, Colombia.
O acidente ocorreu no dia 24 de junho de 1935.
O corpo carbonizado de Gardel só foi reconhecido pelo enorme anel de ouro e diamantes que usava na mão esquerda.
É realmente impressionante o número de fumantes em Buenos Aires. Nas ruas encontramos a todo instante jovens, adultos e idosos num fumacê geral. Muitos restaurantes apõem placas anunciando – aqui área de fumantes.
Dia seguinte participamos de uma cerimônia cívica em comemoração à independência do México, na Praça San Martin, com a presença de autoridades governamentais dos dois países, México e Argentina. Na praça um obelisco chamou-me atenção com inscrições do poeta espanhol Esteban Echeverria (1855 – 1935):
“Los escravos o los hombres sometidos al poder absoluto no tienem pátria porque la Patria no se vincula a la tierra natal sino em el libre exercício de los derechos ciudadanos.”
“Vosotros Argentinos luchas por la democracia de Mayo y vuestra causa no solo ES legitima sino t ambien santa ante los ojos de dios y de los pueblos livres Del mundo”.
“Miserables de aquellos que vacilan cuando la tirania se ceba en las entrañas de la Patria”.
Durante todo dia a TV não para de anunciar o casamento de Roberto Piazza um gay editor de modas muito prestigiado que casou na tarde de hoje com outro gay seu parceiro Walter Vásquez, com cerimônia no civil e religioso, com direito a um prolongado beijo na boca assunto ventilado e divulgado com destaque em todos os canais de TV.
No café da manhã comentei o fato com um amigo que fiz na viagem, um aguerrido gaucho, Juiz de Direito aposentado de nome Milton Foojen. Perguntei sua opinião ao que ele me retrucou: Maurício, estou adorando, só assim nascem menos argentinos – e deu uma enorme gargalhada. Brincadeirinha com todo respeito e admiração que tenho aos portenhos.
Hoje para combater o cansaço das andanças diurnas jantamos no próprio hotel. Um pollo com papas fritas e uma garrafa de vinho tinto “Pequeña Vazija”. No sec. XVIII se utilizavam pequenas quantidades de vinho em vasilhas de barro daí a origem do nome deste vinho produzido em Mendoza . No rótulo há uma imagem de uma das 4500 peças que hoje pertencem à coleção do Mundo do Vinho da Bodega La Rural.
Fim da viagem, foi bom enquanto durou.
Assinar:
Postagens (Atom)
