domingo, 31 de janeiro de 2010

O PT de Lula.

Na ótica do PT o Brasil foi descoberto em 1500 e de lá pra cá se conduziu como um barco navegando em águas turvas e tempestuosas.


Passou pela monarquia chegou à república experimentou diversos modelos de gestão desde as capitanias hereditárias ao modelo atual, mas sempre alvo da pirataria e da exploração.

Ai chegou o PT e Fiat lux.

O barco começou a navegar célere e tranqüilo.

Desde então tudo que existe e acontece de bom no País é fruto da inteligência e perspicácia do PT.

Quem não se lembra que o programa econômico do PT defendia a moratória, controle de entrada de capitais estrangeiros, denúncia do acordo com o FMI, uma reforma tributária para taxar as grandes fortunas, entre outros disparates.

Foi com essa visão de ruptura que o PT pretendia mudar o Brasil.

Quando o timoneiro Lula assumiu o comando da embarcação jogou no fundo do mar a visão econômica do PT. De pronto recrutou um banqueiro para a presidência do Banco Central. Politicamente fez alianças com partidos e personagens que o PT abominava. Manteve a mesma política econômica e social do Governo FHC e tudo que o PT tachava de neoliberal.

Em sendo um líder carismático que irradia simpatia e estribado na sua popularidade o Presidente Lula e o PT tentam convencer a sociedade que tudo começou em 2003. E fica com um olho no retrovisor fazendo paralelo de seus feitos com os de seu antecessor.

Até nas adversidades ele encontra uma forma de mostrar que seu apagão foi melhor que o de FHC.

É bom saber que as coisas estão dando certo e que o PT de Lula é um partido como os outros.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Cara ou Coroa?.

Estela, Patrícia, Luiza e Vanda,com esses cognomes num passado pouco distante poder-se-ia contatar Dilma Vana Roussef Linhares, atualmente ministra chefe da Casa Civil ameaçando ser candidata à sucessão do companheiro Lula da Silva.


O cargo de Presidente da República não é um cargo qualquer e a postulação para seu preenchimento requer, de quem pretenda ocupá-lo, alguns pré-requisitos indispensáveis à estatura do mesmo.

Será que alguém com um passado negro, de assalto a bancos, uma ficha criminal eivada de ilícitos penais pode merecê-lo.

Uma pessoa que mente terá credibilidade para almejar a Presidência?

A Ministra mente.

Este sim é um risco real que devemos temer e contra o qual devemos estar prevenidos.

Mente sobre o PAC. Programa eivado de corrupção e irregularidades que não passa de embalagem publicitária onde se pratica apropriação indébita reunindo verbas municipais e estaduais para divulgação nos órgãos de publicidade de que as obras são resultado única e exclusivamente da ação do governo federal.

Mentiu quando assegurou que não tinha feito um dossiê sobre Dra. Ruth Cardoso.

Mentiu sobre seu currículo apresentando-se como mestre e doutora pela Unicamp, quando nunca foi nenhuma coisa nem outra.

A companheira Dilma aparentemente continua se especializando em histórias mal contadas.

Por exemplo, a suspeita de tráfico de influência em prol da família Sarney e da tentativa de encobrir manobras contábeis na Petrobrás. Lina Maria Vieira, servidora de carreira da Receita Federal acusa Dilma Rousseff de tê-la convocado para uma reunião secreta onde teria sido pressionada. Dilma Rousseff como sempre nega tudo e desafiou Lina Maria Vieira a provar sua acusação. Lina Maria foi exonerada, porém não há como esconder que sua exoneração está impregnada de “moído” mal contado.

A imagem que a Ministra tentou projetar de mulher dinâmica, competente e capaz, foi arruinada pela própria conduta.

O que inviabiliza a pré-candidata Dilma não é o seu passado bandido é o seu presente mentiroso incompatível com o cargo que ocupa e com o que deseja ocupar.

O prestígio do Presidente Lula não é suficiente para sua ascensão, pois o mesmo já provou que é fraco como cabo eleitoral como demonstrado com Martha Suplicy, em São Paulo.

Se não votei no cara também não voto na coroa.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nem cara, nem coroa.

Meu amigo Eduardinho (Prof. Eduardo Magalhães), lá das Alagoas, sempre me municia com histórias e fatos interessantes.


Ontem me enviou uma mensagem que faz referência a um fato bíblico.

Repasso fazendo um parêntesis que se trata de uma anedota e como tal deve ser assimilada com senso de humor.

Diz que quando Deus criou o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes.

E assim o fez:

-Aos suíços, os fez estudiosos e respeitadores da lei.

- Aos ingleses, organizados e pontuais.

- Aos Argentinos, chatos e arrogantes.

- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.

- Aos Italianos, alegres e românticos.

- Aos Franceses, cultos e finos.

- Aos Brasileiros, inteligentes, honestos e petistas.

O anjo escrivão depois de anotar tudo com muito medo e humildade, indagou:

- Senhor, com todo respeito, a todos os povos foram dadas duas virtudes, porém aos brasileiros três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais?

- Bem observado, bom anjo! Exclamou o Senhor.

- Isto é verdade!

- Faço então uma correção! De agora em diante, os brasileiros, povo do meu coração, permanecerão com as três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os demais povos!

- Portanto o que for petista e honesto, não ode ser inteligente.

- O que for petista e inteligente, não pode ser honesto.

- E o que for inteligente e honesto não pode ser petista!!!

Com essa sentença encerrou a tarefa divina.

Veja como fica difícil a escolha de candidatos na próxima eleição presidencial.

De minha parte afirmo nem voto no cara nem na coroa.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Coisas que não têm fim.

Existem coisas que começam e não têm fim.
Deus criou o mundo em sete dias. È o que diz os escritos sagrados.
O fim do mundo é preconizado nos textos bíblicos, nas mensagens de Fátima, em Nostradamus, mas tudo não passa de teorias e o final do mundo continua incerto e indeterminado.

Este clima de começo e fim nos remete a um exercício de futurologia e de análise sobre as coisas inacabadas. Sobre este assunto já se criou até uma CPI no Congresso Nacional. A CPI das obras inacabadas.

Aqui pertinho de nós há um exemplo fantástico. As obras de melhoria da calçadinha de Manaíra que a Prefeitura denominou pomposamente de “REQUALIFICAÇÃO E REFORMA DO CALÇADÃO DA ORLA DE MANAÍRA”.
Os trabalhos se arrastam preguiçosamente e não ha indícios de que sejam  incrementados. Não se vê um operário se movimentando no canteiro de obras.

Não há como precisar o xis do problema.

Não deve ser questão financeira, pois o que se propaga é que os cofres municipais estão abarrotados.

Seria a complexidade técnica? Inadmissível, pois esta tecnologia é dominada desde o Império Romano.

A escassez de insumos no mercado é também uma hipótese descartável uma vez que o material usado no revestimento está todo estocado à margem da calçada.

Será que o cronograma da obra prevê alguma estratégia eleitoreira para que os serviços sejam executados em doses homeopáticas? Fica a dúvida.

O fato é que estes serviços estão sendo realizados em passos de tartaruga e pelo andar da carruagem deve consumir o ano de 2010 e alhures.

Outra mazela é a retirada dos escombros do Pier de Tambaú.

Blocos de concreto da fundação, com ferragem exposta, permanecem submersos onde existia o Pier, oferecendo sérios riscos aos banhistas e navegadores.

É preciso que as autoridades ambientais tomem providências urgentes antes que ocorram desastres de conseqüências lamentáveis.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Polêmica com Alex Gutenberg

O ombudsman Puchkin comentou com malícia:


- Paladino, você amarelou nessa polêmica com o jornalista do Paraná.

Não é bem assim Puchkin, se você fizer uma análise acurada da situação há de convir que minhas razões em não estabelecer o confronto são procedentes.

Primeiro o jornal Estado do Paraná não circula aqui e sim no Paraná.

Dois: No Paraná minhas idéias sobre o Nordeste era como chover no molhado ou malhar em ferro frio, certamente não teriam a mesma credibilidade que a do jornalista Alex Gutenberg.

Três: O jornalista paranaense tem seu espaço garantido diariamente no seu jornal e provavelmente a publicação de meus comentários passariam pelo crivo de sua edição e só seriam publicados se consultassem o interesse do jornal. É tanto que minha réplica não foi publicada.

Quatro: Minha indignação não era com o Alex e sim com o que ele escreveu sobre o nordeste.

Por estas razões achei mais sensato encerrar com a resposta que postei ontem no meu blog.

Puchkin espero que você agora me dê razão.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Respondendo Alex Gutenberg.

Ontem divulguei uma matéria sobre um comentário depreciativo feito por um jornalista paranaense (Alex Gutenberg) sobre a região nordeste.
Pois bem este senhor retorna e me convida para um debate. Só que  no meu entender seria um corpo a corpo desequilibrado.
Ele tem um jornal à sua disposição na mesa de cabeceira e eu teria que me valer da análise de seu editorial para avaliar se minhas matérias teriam interesse jornalístico para serem publicadas  a custo zero.
Assim resolvi responder com a carta abaixo e até hoje espero sua resposta.


Caro Senhor Alex.

Recebi com surpresa sua resposta às minhas considerações sobre seu artigo relacionado ao nordeste. Confesso que não esperava esta atenção.

Apesar de esposarmos pontos de vista antagônicos muito obrigado pela consideração em responder-me.

Vossa Senhoria me convida para um debate.

Como debater com isenção com alguém que quer tapar o sol com a mão?

Com alguém que não quer enxergar o óbvio?

Com alguém que parece estar prejulgando sem isenção de ânimos?

É incontestável que os atos de violência urbana também existem por aqui, porém são mais freqüentes e com maiores índices na região Sul onde alcança níveis insuportáveis a ponto de ser necessário o concurso de forças federais para minimizá-los. É o que se vê frequentemente na mídia televisiva.

Sou forçado a reconhecer os baixos índices ostentados pela região nordeste, no setor de educação básica e em relação à renda per capita, se comparado ao sul maravilha.

Acontece que o País só é confederado na bandeira e nos hinos. Na prática a teoria é diferente. A distribuição da riqueza nacional é ordenada de forma discriminatória beneficiando os estados ricos em detrimento das unidades federativas mais pobres. Isto se projeta negativamente na capacidade de investimento desses estados com reflexos na geração de empregos e da renda.

É verdade que ainda padecemos de políticas e políticos clientelistas. Aqui os direitos de cidadania ainda são pouco assimilados pela grande maioria. Na verdade somos uma gente injustiçada, isso sim. Mas uma gente ordeira, solidária, trabalhadora, mas carente da atenção dos poderes constituídos.

Aqui paramos nas ruas para socorrer um acidentado. Aqui olhamos para o próximo como um irmão e não como uma estatística. Aqui ainda podemos pisar na grama e namorar.

Vossa Senhoria manifestou o interesse de aqui habitar.

Venha, será um prazer. Só assim terá oportunidade de mensurar nossa hospitalidade e a verdadeira grandeza de nosso povo. Além do mais poderá exorcizar esse bairrismo nefasto e primitivo.

Maurício Montenegro

“o cabra da peste”

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cabra da peste.

Vou dividir com vocês um entrevero ocorrido com um jornalista do Paraná por conta de um artigo de sua lavra publicado no jornal O Estado do Paraná.
Primeiro transcrevo o artigo para estabelecer o clima da polêmica em seguida minha réplica.


*Um Mundo que Parou no Tempo* - *Alex Gutemberg*


O Nordeste brasileiro é um mundo à parte. O que os portugueses fizeram com o povo da região, durante 4 séculos, foi criminoso. Usaram as índias. Ou melhor, estupraram as índias aos milhões e depois as pobres negras escravas.
Obviamente não assumiram as proles, pelo contrário, deixaram as coitadas grávidas, os maridos traídos na marra e ainda acabaram com as virgens indígenas, que não tinham a menor idéia do que estava se passando. O custo social disso tudo foi gigantesco. Todo brasileiro sofre até hoje.

Essa violência criminosa destruiu várias sociedades de tribos nordestinas, humilhou ainda mais as negras e os negros e gerou uma civilização estranha, de miseráveis, com poucas oportunidades, que influencia uma nação e não consegue se desenvolver por causa dessa contínua falta de assistência.

Eles estão mais sujeitos a doenças, aos problemas sociais e a violência do que o povo do Sul do Brasil. Não resistem.

Essas contínuas gerações de mamelucos e cafuzos, resultado de uma miscigenação desenfreada - e aqui um parêntese, não existe preconceito nesta afirmação, pois os brancos não podem nem viver perto de índios para não contaminá-los com nossas doenças esquisitas, quanto mais ter relações consangüíneas, sofre diariamente. Passa fome continuamente.

Eles têm seus direitos sociais e civis cassados pelas minorias brancas, pelos políticos e até mesmo por seus conterrâneos. O trabalho escravo persiste por todos os cantos.

O que se ouve de Salvador a São Luís são avisos constantes aos turistas, ou a quem tem a pele branca: cuidado, não saia com a máquina fotográfica. Não saia com esse tênis, não leve dinheiro para a rua.

Cuidado na praia, os ladrões estão em todos os cantos.

A liberdade não existe entre eles. Existe sim o medo crônico, uns dos outros, às vezes de pessoas maltrapilhas e famintas, que podem ser bandidos ou apenas mendigos.

O povo nordestino vive num mundo à parte. As cidades são imundas, o crime compensa e a exploração por meia dúzia de coronéis em cima do retirante, do miserável é uma constante infinita. Eles não têm noção de limpeza, de educação, de respeito entre eles mesmos. São muito hospitaleiros.

O povo de uma maneira geral, trata bem o sulista. Entretanto, acham que

o futuro da humanidade está nos Bolsas-Esmolas do Lula, que, certamente será o novo Padim Padre Cícero da região. Um santo.

Nesse mundo diferente, longe da globalização, até os ricos e mais letrados acreditam no Lula, no governo petista. Pior, sabe lá o que se passa na cabeça desse povo mal alimentado, para adorar seus políticos, como Inocêncio de Oliveira, Antônio Carlos Magalhães, José Sarney e clã, entre outros.

Minha  réplica:

Senhor Alex,

Refiro-me ao seu inditoso texto publicado no dia 11 de fevereiro no Jornal do Estado do Paraná sobre o nordeste e os nordestinos.

Apesar de pífio e preconceituoso não merecendo, portanto a menor consideração ocupo-me em respondê-lo.

Gostaria de entender em primeiro lugar quais as razões que levam uma pessoa, em sã consciência, a produzir uma peça com tanta estupidez. Será simplesmente fruto da ignorância que se vê estampada na verborrágica matéria ou será uma estratégia de marketing da mente poluída, doente, de um energúmeno querendo aparecer?

Mesmo admitindo que o autor devesse ser punido exemplarmente com uma sanção de caráter civil, pela agressão praticada contra uma gente ordeira e hospitaleira, como ele mesmo reconhece, qualquer das hipóteses que o motivaram a tamanha estupidez, nos induz a um sentimento de pena e compaixão.

É a liberdade de imprensa, a liberdade de pensamento que defendo veementemente. A liberdade consentida é a negação dos direitos do homem. A liberdade tem que ser plena e incondicional, mesmo expressando idéias abomináveis, como é o caso.

Meus direitos não devem ser condicionados às suas razões nem submissos aos seus conceitos. Eles são sim, inalienáveis, indeclináveis e permanentes.

Por isso, mesmo constrangido, o perdôo.

Entretanto, Sr. Alex saiba que a civilização estranha de miseráveis e a geração de “mamelucos e cafuzos” qualificadas por Vossa Senhoria são as mesmas que abrigam vultos como Gilberto Freire, José Américo de Almeida, Ariano Suassuna, Pedro Américo, Augusto dos Anjos, Epitácio Pessoa, Graciliano Ramos, Celso Furtado, Severino Araújo, Chateaubriand, Sivuca, Jose Ramalho, Elba Ramalho, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Chico Anízio.

Um universo de personalidades que contribuíram nas artes, na literatura, na política, para o engrandecimento deste País e que Vossa Senhoria já ouviu falar, supondo naturalmente que sua instrução não se limite à cultura de almanaque.

Quanto à violência urbana, será que Vossa Senhoria, sendo um homem de jornal, não lê, não assiste televisão?

Não vê que este é um fenômeno social global e que essas mazelas mais recrudescem na região sul do País?

Que dizer das avalanches nas praias de Copacabana, dos assaltos e balas perdidas, em São Paulo, em Curitiba, em Floripa, e outras capitais?

Sim nós temos políticos do mensalão, mas será que é um privilégio do nordeste? E onde ficam os Jose Dirceu, os Genuínos, Beluzios, Pallocis, e para não dizer que não falei das flores os Lupions que o Paraná nos presenteou no passado?

Meu caro Alex estamos todos no mesmo barco furado, mas que continua ainda navegando graças à raça e ao destemor dos nordestinos.

Esse seu preconceito não constrói nem contribui para nada.

Lamento pela sua miopia.

Saudações nordestinas do “cabra da peste”

Maurício Montenegro

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O apelido.

Não consegui precisar a data nem de onde surgiu o hábito de colocar apelido nas pessoas, sei que é uma prática difundida no mundo inteiro e que o termo origina-se do latim “appellitu”.


O apelido, mesmo pejorativo, cola nas pessoas e as acompanham mesmo após a morte.

Um detalhe, se o indivíduo faz caso e se aborrece com seu apelido aí que ele pega e não desgruda mais.

Existem pessoas que são pródigas na arte de apelidar. Um pequeno nome traduz com riqueza e precisão matemática um defeito físico ou característica corporal. Os autores dos apelidos demonstram uma grande imaginação criativa e um poder de síntese maravilhoso.

O rol de exemplos exóticos e b em humorados é incomensurável. A escola de engenharia era um verdadeiro celeiro de alcunhas.

Um colega de turma, José Elpídio, pouco falava, sisudo, recebeu a alcunha de ”Cú de boneco”. Pode existir algo mais fechado? Outro tinha uma coceira interminável, foi batizado Chanhobrás. Um fiscal de obras que fedia muito era “ecossistema”. Um ex-professor apresentava uma perna menor que a outra. A perna menor ao dar a passada fazia um trejeito como um “esse”. Ganhou o apelido de ponto e vírgula. Três pernas era outro que nasceu com certas vantagens fisiológicas. Pato Louro, Pedrinho (Pedro Gomes) tinha a pele escura. Carlos Bezerra dormia muito, era Gato de Hotel; um que vivia nas igrejas era Semana Santa, outro tinha uma boca enorme era Boca de Caçapa, Bafo de cú, dispensa explicação.

Meu colega e grande amigo José Francisco Nóbrega, por sinal, Zé Galinha, contou-me, na varanda de Daniel, o seguinte episódio:

O Vereador Cabral Batista compôs uma comitiva de recepção, no Aeroporto Castro Pinto, ao ex-presidente Castelo Branco, em visita à Paraíba.

Ao saudar o ilustre visitante o Vereador pomposamente as pecou:

- Seja bem-vindo à Paraíba.

O Presidente o encarou e retrucou:

- O que foi que o Sr. disse?

- Eu disse seja bem-vindo à Paraíba.

Houve um ligeiro tumulto e logo Cabral foi estrategicamente afastado sabendo depois que “bem-vindo” era um apelido do Gal. Castelo, adquirido no colégio Militar, o qual detestava.

Alguns engraçados outros que podem causar traumas, humor a parte, os apelidos sempre existiram e assim será ad eternum.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Esquerda & direita.

As expressões ”esquerda” e “direita” para designar o comportamento político das pessoas remontam ao século XVIII.


No final desse século, a França dividia-se em três grupos chamados “Estados Gerais”.

O primeiro era o CLERO, o segundo a NOBREZA e o terceiro o resto. Entendia-se aí incluídos os empresários, banqueiros, comerciantes, médicos, advogados, artesãos e o proletariado urbano e rural. Este grupo representava 95% da população.

A Nobreza e a Realeza não pagavam impostos.

O terceiro estado além de suprir o erário com os impostos era impedido de assumir qualquer cargo público reservados exclusivamente para o a Nobreza e o Clero.

A burguesia mesmo com todo poder econômico era igualada ao povo.

A miséria do povo contrastando com o luxo ostentado pela nobreza concorreu para um descontentamento generalizado e culminou com a revolução.

No dia 14 de Julho de 1789 ocorreu a queda da Bastilha, uma prisão que simbolizava o absolutismo.

Foi instituída a Assembléia Nacional Constituinte que em setembro de 1791 promulgou a Constituição Francesa e elegeu a Assembléia Legislativa.

Nesse Parlamento existiam os JACOBINOS, representantes da pequena e média burguesia e o proletariado, e os GIRONDINOS, representantes da alta burguesia.

Os JACOBINOS sentavam-se à esquerda e os girondinos à direita.

Ambos voltavam-se contra o absolutismo dos reis. Os GIRONDINOS defendiam posições moderadas e os JACOBINOS eram radicais em defesa de seus interesses.

Os termos “esquerda” e “direita” perpetuaram-se definindo as posições adotadas politicamente pelas pessoas diante de qualquer situação, quer sejam moderadas ou de posições radicais.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Haiti era aqui.

O Haiti, o país mais pobre da América Latina, nas Caraíbas, situado nas ilhas Hispaniola, vizinho à República Dominicana, de há muito vive mergulhado em crises e assolado pela guerra civil, pelas ditaduras, pela fome e pelo narcotráfico.


Hoje é vitimado por uma catástrofe.

No dia 12 do corrente um terremoto de proporções estratosféricas atingiu o País com uma magnitude de 7.0 na escala Richter, a 22 km da Capital Porto Príncipe.

Segundo um especialista o sismo compara-se ao efeito de 30 bombas de Hiroshima provocando vítimas ainda incalculáveis. Estimam-se centenas de milhares, acima de 200 mil, sem água e sem comida, que à mercê de Deus enfrentam o desespero.

No universo de óbitos registra-se 16 funcionários da ONU, 11 militares brasileiros e a médica sanitarista Zilda Arns, Coordenadora da Pastoral da Criança. Uma heroína dos tempos modernos.

O desastre provocou uma reação mundial de comoção e solidariedade.

Países como a China, Japão, Espanha, México, Cuba, Venezuela, Brasil e Estados Unidos emprestaram-lhe solidariedade com envio de recursos humanos e materiais.

Se Caetano e Gil fossem reeditar sua composição o Haiti, diante do cenário apocalíptico que se abateu sobre o sofrido povo haitiano, formado pela imensidão de corpos sem vida, dos escombros, dos gritos de angústia e de dor, da escassez generalizada de água, remédio e pão certamente teriam um outro contexto e talvez escrevessem ...

E quando você for dar uma volta no Caribe

Pense no Haiti, reze pelo Haiti

O Haiti é aqui

O Haiti não é aqui

O Haiti era aqui.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Popularidade ameaçada.

O Presidente Lula da Silva alcança índices extraordinários de popularidade.

A última pesquisa encomendada pelo Palácio do Planalto registra uma aceitação de 84%.

Inacreditável!

O operário-presidente já bateu em popularidade o Fuhrer Adolf Hitler, no auge do III Reich e o líder cubano Alejandro Fidel Castro. Faltam apenas 16% para atingir a unanimidade nacional.

Permanecendo as práticas populistas utilizadas por seu governo não duvido nem estranho se esses índices continuarem a crescer perseguindo a unanimidade. Lamento, como ele já apregoou na época que era oposição, que o povo brasileiro seja induzido a pensar pelo estomago e não com a cabeça.

Entretanto, vou tirar o sossego e estragar o apetite voraz da camarilha palaciana.

Meus companheiros podem tirar o cavalinho da chuva.

Não há força humana capaz de conseguir essa marca.

Mesmo que ele invente de criar outros benefícios sociais (ou sexuais) de embromação demagógica para anestesiar as classes menos favorecidas e perpetuar seu prestígio.

Mesmo que intente a distribuição de bugigangas e penduricalhos e insista na distribuição de aparelhos celulares, cartões corporativos para a família pobre, ou implante novos programas tipo meu carro, meu apartamento, minha chácara, meu pet, minha horta.

Mesmo que ele continue ignorando e acobertando os ilícitos perpetrados pelo seu “entourage” jamais conseguirá tal façanha.

Isso eu garanto.

Como? É fácil!

Ontem recebi uma mensagem eletrônica divulgando uma carta escrita por um senhor chamado Gilberto Geraldo Garbi e endereçada ao Presidente 51, na qual o missivista jura de pés juntos que jamais fará qualquer manifestação de apoio ao cara de Garanhuns.

O País atualmente tem 200 milhões de habitantes. Nesse universo eu e o Sr. Gilberto formamos uma micro coletividade que não aprova o Presidente bebum.

Isto significa em termos percentuais 0,0000001%.

Portanto fica provado matematicamente que a marca 99,999999% é o limite máximo que poderá ser alcançado pelo pernambucano do ABC paulista.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Carnaval

- Menino, você sabe de onde veio a palavra carnaval?


Bombardeando minha ignorância ele completava:

- Caro nihil valet. (A carne nada vale).

Com sua cultura eclética o Desembargador Bezerril carinhosamente me enriquecia de ensinamentos e me incentivava à leitura.

O carnaval é uma festa provavelmente de origem na Grécia entre os anos 600 a 520 a.C que era realizada para comemorar a colheita.

O carnaval cristão teve origem quando a igreja católica implantou a semana santa, no século XI. A data antecede quarenta dias de jejum da quaresma. (solenidade que comemora a ressurreição de Jesus Cristo).

A palavra carnaval está, portanto relacionada à idéia de afastamento dos prazeres da carne.

París foi o grande exportador do modelo da festa carnavalesca para o mundo.

O tríduo momesco chegou ao Brasil em meados do século XVII.( 1723).

A Bahia, em 2005, registrou seu carnaval, no Guinness Book, como a maior festa do mundo.

Em Pernambuco desfila o Galo da madrugada como o maior bloco do mundo.

Contrapondo esse avalanche de ”o maior do mundo” afirmo sem titubear, novamente este ano irei participar do CAFUÇU, o bloco carnavalesco mais irreverente e descontraído do mundo

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Poste embutido

Lá pelos idos da década de 80, engenheiros e técnicos da Saelpa, concessionária de distribuição de energia elétrica no Estado da Paraíba, discutiam um projeto de reforma em algumas redes de distribuição, em João Pessoa.

Era intenção do Governo melhorar o visual do centro histórico da Capital.

Questionava-se que a arquitetura do casario da Avenida Duque de Caxias e do Ponto de 100 Reis (Praça Vidal de Negreiros) estava sendo desfigurada pelo emaranhado de fios, desordenadamente entrelaçados em postes deteriorados pelas intempéries.

A certa altura da reunião alguém sugeriu a solução de embutir todas as redes elétricas existentes naquela artéria.

O técnico Manuel Carlos, fiscal do Departamento de Construção da Saelpa, escutava com atenção a discussão dos especialistas e ao ouvir a proposta, comentou:

- Embutir a rede???!!! Esse pessoal é maluco. Já pensou o tamanho do buraco que teremos de cavar para embutir os postes?

Depois desta brilhante indagação, o fiscal ganhou a alcunha de “Professor Carlos”.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

João Pessoa.

Vez por outra surgem manifestações isoladas, provocadas por sentimentos pueris, invocando a mudança do nome da Capital do Estado.


Já me detive nesse comentário em outras oportunidades.

Remexendo meus arquivos encontro um depoimento da Professora e Historiadora Carmem Coelho de Miranda Freire inserido numa revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano presente do meu amigo e Historiador José Octávio.

Nele a professora faz um relato sintético do Governo João Pessoa que durou, apenas, um ano e nove meses.

Transcrevo informações desse período governamental colhidas na descrição da brilhante Historiadora.

De início evoca a situação caótica que João Pessoa encontrou o Estado ao assumir seu Governo. Um Estado falido financeiramente situação agravada pelo fenômeno da seca.

O tesouro estadual só dispunha de quatrocentos e trinta e dois mil réis.

O Estado devia aos fornecedores cerca de hum mil e oitocentos contos de réis e de obrigações legais atrasadas, quatrocentos contos de réis.

Ao assumir, por medida de economia, demitiu vários funcionários e os readmitiu logo que o Estado equilibrou suas finanças conforme havia prometido.

Quitou todas as dívidas. Criou um sistema de arrecadação tributária proporcionando autonomia e independência ao comércio em relação a outros Estados, principalmente Pernambuco.

Em pouco tempo depositou vultosa importância de mil e quinhentos contos de réis, no Banco do Brasil. A Paraíba passou a ser conhecida como “a Bélgica Brasileira”.

Fundou o Banco do Estado da Paraíba, criou o Banco Hipotecário, organizou o serviço de classificação do algodão.

Realizou várias obras como as pontes de Gurinhém, Batalha, Mulungu e as estradas de Oratório, Pilar e Itabaiana. Abriu a Avenida Epitácio Pessoa em direção ao mar, bem como a estrada para Gramame; remodelou o Jardim Público (atual Praça João Pessoa); reconstruiu a Praça Venâncio Neiva; construiu, com três andares, o Palácio da Secretaria (atual prédio do Comando Geral da Polícia Militar); remodelou o Lyceu Paraibano; Reconstituiu o Quartel da Polícia Militar e viu o início da reforma da Praça Pedro Américo, que foi terminada após sua morte; alargou a Estrada do Carro, atual Barão do Triunfo; iniciou a construção do Paraíba Palace Hotel e o Pavilhão do Chá; iniciou a construção do Hospital de Isolamento, com dois pavimentos e instalou o Centro Educativo de Pindobal, para menores delinqüentes.

Construiu mais de trezentos quilômetros de estrada de rodagem, cinco poços de abastecimento d’água e deu início as obras do Porto de Cabedelo.

Tudo isso em apenas um ano e nove meses de governo.

Somando-se a ação administrativa à componente política cuja ação projetou o Estado no cenário político nacional infere-se que a denominação do nome de João Pessoa para nossa capital não se deu gratuitamente.

No dia 04 de setembro de 1930, os deputados, Argemiro de Figueiredo, Generino Maciel , João José Maroja e João Maurício de Medeiros interpretando o sentimento popular aprovaram a Lei nº 700 denominando a Capital com o nome de João Pessoa .

Foi um gesto de reconhecimento, num contexto histórico excepcional, embasado em legítimas razões.

domingo, 10 de janeiro de 2010

O tamanho do pênis.

Perguntaram ao Presidente Lincoln: How long a man’s legs should be?


(Qual deve ser o tamanho das pernas do homem?)

Ao que Lincoln respondeu: “ I would say, Just about long enough to reach from his body to the ground.”

(Eu diria apenas o tamanho para que seu corpo alcance o chão)

Pergunto qual deve ser o tamanho do pênis do homem?

Parodiando Lincoln diria que do ponto de vista realista o tamanho do pênis deve ser o suficientemente grande para que o homem alcance uma vagina.

Este assunto é o calcanhar de Aquiles de todo homem.

Por que será que o homem se preocupa tanto com o tamanho de seu órgão sexual.

Você já deve ter notado a postura dos homens num banheiro público.

O cara está urinando ao seu lado, e concomitantemente com aquela sacudidela tradicional disfarçadamente já dá uma rápida focada no teu bilau e Instintivamente compara o formato com o seu.

Essa preocupação parece um instinto atávico com origem talvez na primeira infância ao observar o tamanho do seu órgão com o do pai. É uma tentativa de explicação que pode ser melhor apreciada por um especialista.

O fato é que os homens nunca estão satisfeitos com o tamanho de sua genitália. Esta ansiedade é comum na grande maioria dos homens.

É bom lembrar que o bom desempenho sexual ignora o tamanho do órgão genital. Um pênis grande pode evidenciar o lado fantasioso da libido, mas não é essencial para virilidade nem para o prazer.

Portanto se sua “espada” é pequena não se aborreça, prevalece a máxima: tamanho não é documento.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Números fractais.

Li, no Correio da Paraíba, um artigo escrito pelo Professor Damião Ramos intitulado Rua sem números.

O articulista, com muita propriedade, enfocou um problema existente na numeração das casas da Av. Argemiro de Figueiredo.

De fato é uma aventura, uma maratona, identificar uma casa no referido logradouro.

A numeração dos domicílios não guarda nenhuma lógica de formação. A indicação de um endereço, nessa avenida, terá que ser adicionada com outros indicadores como, a quinta depois do segundo girador, do lado da praia, a terceira depois da igreja, e assim vai. É uma loucura. O número 2010 é vizinho do 1384, o 1999 é logo após o 2511 e por ai vai.

Á guiza de uma explicação viável para o fenômeno imagino que o setor de planejamento da Prefeitura, no ato de colocar a numeração das habitações, fartou-se da geometria Euclidiana e quiz inovar invocando um exercício da geometria fractal.

Um fractal (também conhecido como curva monstro) é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original. Independem de escala.

Há anos que se convive com este problema que poderia ser resolvido com um simples decreto municipal.

Naturalmente, de início, haveria alguns pequenos atropelos até que os usuários (carteiros e moradores) assimilassem as mudanças mas o resultado final certamente absolveria e compensaria quaisquer transtornos.

A vida seria menos complicada.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Isso é uma vergonha - Boris Casoy

No último dia do ano, no jornal da Band, o feitiço virou contra o feiticeiro. O jargão do jornalista Boris Casoy voltou-se contra o próprio como efeito boomerang. Durante as mensagens de fim de ano o jornalista deixou escapar comentários preconceituosos e arrogantes sobre matéria veiculando saudações natalinas utilizando imagens e textos falados por dois garis.


Sem saber que o microfone estava ligado o jornalista comentou:

“Que merda... dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras (riso irônico)... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho...”

Desfaz-se o mito desnuda-se a virgem. O comentário, vazando para o áudio, repassa e descortina a verdadeira imagem de um profissional que até então se supunha isento e ilibado.

O âncora que projetava imagem de bom moço subitamente é traído num pronunciamento chulo e palavroso denunciando suas convicções chauvinistas.

Um dia depois apresenta um reles pedido de desculpas que embora aceito pelos ofendidos não consegue apagar seu comportamento extremamente preconceituoso, arrogante e discriminatório.

Isso é uma vergonha.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Big Bang

De repente bummmmm!

Há alguns bilhões de anos atrás uma massa comprimida de energia explode e dá origem ao universo. Teoria que popularmente se chamou de Big Bang.

Desde então o universo apresenta uma extraordinária seqüência de desenvolvimento incluindo a o surgimento das espécies.

Ao longo dessa existência o homem experimentou sistemática e contínua evolução desde o macaco, passando pelo homo sapiens até atingir o estágio atual.

A curiosidade e o espírito de sobrevivência da espécie humana provocou o descobrimento ou invenção de artifícios que modificam a natureza em benefício de sua comodidade.

Assim surgiu a roda, o papel, a pólvora e o controle remoto.

A insatisfação do homem o induz a pesquisa e experimentos sempre na tentativa de dominar a natureza e assemelhando-o ao seu criador.

Explora e manipula os átomos e moléculas, desvenda códigos genéticos, executa clonagens de seres vivos, corre assustadoramente em velocidade cada vez mais próxima à luz propiciando viagens interplanetárias, desbrava o cérebro à procura de respostas às interrogações intrigantes quanto sua origem e seu destino final.

Num calendário galáctico tudo isto acontecendo num abrir e fechar de olhos.

Entretanto por mais que se aprofunde, por mais que evolua terá sempre que se curvar às forças da natureza. Essas são incomensuráveis e indeterminadas.

Os vulcões, os terremotos, as enchentes, são fenômenos que desafiam a mais avançada tecnologia e assim será por toda vida.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Discursos II

Havia em São Jose do Egito, celeiro de poetas e violeiros, um afro descendente que adorava discursar com uma particularidade que era sua marca registrada, sempre iniciava suas oratórias com: Aliás...


Segundo Shakespeare “os homens de poucas palavras são os melhores”.

Já se disse que discurso é como vestido de mulher quanto mais curto melhor.

Longos ou curtos os discursos são formas de comunicação que se perpetuam desde os primórdios da civilização.

Uns convencem, outros animam, alguns instigam, uns pacificam outros disseminam a discórdia coletiva. Tudo dependendo do humor e da habilidade do seu autor.

Até bem pouco tempo imaginava que os maiores discursos pronunciados eram de autoria de Fidel, mas esta semana tomei conhecimento que o maior discurso já proferido e que entrou para o livro dos records foi pronunciado por Luis Colet, um francês de 62 anos guia do Museu de Artes e Tradições Catalãs, em Perpignam, no sul da França. Segundo se noticia o tagarela campeão falou durante 124 horas, falando sobre a cultura da Catalunha e sobre o pintor Salvador Dali.

Por falar em Salvador Dali (Salvador Domingos Felipe Dali i Doménech), o gênio do surrealismo, convém registrar, que em contraposição ao seu admirador francês, ele foi autor do discurso mais breve até então pronunciado:

“Serei breve, portanto, já encerrei”, e sentou-se.

Ano passado a conhecida humorista norte americana Sarah Silverman venceu um prêmio nos Webby Awards com um discurso também de cinco palavras. “Holocausto será que aconteceu? Siim!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Sabor de povo.

Como acontece todo dia primeiro de cada ano fui almoçar com meu amigo Daniel Carneiro.

Uma amizade que curtimos há mais de cinqüenta anos.

Daniel protagoniza uma entidade de luz. Um exemplo de caráter e correção em todos os sentidos. Uma dos seus atributos que me causa inveja é a memória. É impressionante como guarda os nomes e episódios que ocorreram vinte trinta anos atrás.

Esqueço o nome de uma personagem não tem problema é só ligar pro Daniel.

Também coleciona histórias maravilhosas. Histórias com gosto de povo com rica dose de humor que ele conta com detalhes cinematográficos.

Ontem no almoço em seu apartamento nos brindou com essas duas pérolas.

O Prefeito de São José de Lagoa Tapada organizou uma festa para homenagear uma Professora recém contratada pelo o município.

La pras tantas, numa roda, lastimou a timidez dos rapazes, pois ninguém tirava a Professora para dançar.

Um dos presentes afirmou que ousaria dançar com a homenageada caso o Prefeito lhe pagasse uma “bicada”.

- Não tem problema pode beber que eu pago.

O afoito entornou sua dose de cachaça com conhaque e foi dançar com a moça como prometido.

Durante toda dança não trocou uma palavra.

- Rapaz que grosseria como é que você dança esse tempo todo e nem sequer conversa nada com a Professora.

- Me paga outra “bicada” que eu repito e converso.

Dito e feito. Passou-se então o seguinte diálogo.

- Troquei meu jumento numa égua.

A Professora para ser educada retrucou:

- Suponho que tenha feito um bom negócio.

- Nada, tomei no cú.



A outra envolve meu amigo Varandas Filho (Durvaldo) uma das pessoas mais espirituosas que conheci.

Certa vez engendrou uma estratégia para se ver livre do serviço militar.

Fingiu-se de cego. Foi dispensado.

À tarde foi ao cine Plaza.

Ao seu lado sentou-se do Dr. Guilhardo Martins à época Capitão médico do Exército.

O Capitão, com espanto, olhou pra Varandas e comentou.

- Não foi você que atendi hoje no quartel.

- Pela voz reconheço que é o Dr. Guilhardo. A propósito estou sentado n o ônibus que vai pra Torre ou Expedicionários?